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O que é o Metaverso

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O metaverso, apontado por Mark Zuckerberg CEO do facebook como o futuro da internet, já é uma realidade. Ou pelo menos mais próximo do que já chegamos até hoje. E de forma planejada e visando tirar o máximo de vantagens do que se aproxima, inclusive mudou o nome da sua empresa de facebook para meta. Zuckerberg também afirmou: “Acredito que faremos uma transição e as pessoas deixarão de nos ver como uma empresa principalmente de mídia social para uma empresa do metaverso”. 

Mas afinal, o que é esse tal de Metaverso.  Como será? Como nós “seres humanos normais” poderemos e iremos interagir neste novo mundo virtual? 

Esses questionamentos, além de muitos outros, tem surgido ao longo das últimas semanas. Ainda mais quando surgem notícias de que casamentos já começaram a ser realizados no metaverso. Que a venda de terremos virtuais ultrapassou os US$100 milhões em menos de uma semana. Que um iate de luxo (virtual) foi vendido por mais de US$650 mil. Não fosse só isso, muitas vezes as explicações vem com outros termos ainda mais desconhecidos como NFTs (tokens não fungíveis), blockchain, Ethereum, criptomoedas, entre outros. 

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Assim, nesta série vou tentar explicar um pouco este novo e eminente mundo virtual. Ou será o novo mundo real?

Novidade ou Re-edição?

Antes de mais nada, é importante esclarecer que o facebook não criou nada de diferente, muito menos é o criador deste tal de metarveso. Zuckemberg, assim como outros grandes da tecnologia como Bill Gates, estão é sabendo surfar nesta nova onda que cada dia se aproxima mais da realidade. Ou melhor, de uma nova realidade paralela. Bill Gates, por exemplo, aposta que daqui a  três anos no máximo, a maioria das reuniões virtuais ocorrerão no Metaverso. 

Agora uma coisa é fato. Estão investindo muito dinheiro no desenvolvimento e ampliação desta realidade. Com qual propósito? Certamente de lucrar muito mais no futuro. E se eles estão apostando neste mercado, é provável que alguma coisa está acontecendo e devemos ficar atentos a isso. E como já expliquei em outro texto que pode ser lido aqui, a tecnologia e principalmente a internet de hoje, permitem interações impensáveis há poucos anos. 

Só para constar, o termo metaverso em si, foi cunhado ainda em 1982 por  Neal Stephenson no livro de ficção científica “Snow Crash”. 

 

Metaverso

É a terminologia usada para referenciar um mundo virtual, o qual de certo modo tenta replicar / recriar a “vida real” por meio do uso de dispositivos digitais integrados à internet e com a utilização de Avatares. Realidade virtual, realidade aumentada, realidade mista, entre outros, são apenas alguns destes meios de interação por meio da internet. Pois com o desenvolvimento tecnológico dos últimos anos, até mesmo sensações, tatos, cheiros e outros meios de interações estão se tornando possíveis por meio dos chamados dispositivos “vestíveis”. Cenas como aquela protagonizada por Sandra Bullock e Sylvester Stallone no filme O Demolidor, estão cada vez mais próximas da realidade. Seja de uma forma ou outra.

 

Metaverso e suas plataformas

E quando falamos em “universo paralelo,  “mundo digital / virtual”, dá a conotação que só existe um servidor. Mas na verdade, o metaverso é o conjunto de várias plataforma de realidade virtual. Sendo que uma das mais antigas é o Second Live lançado ainda em 2003. Ou seja, há 18 anos. Mas Roblox, jogo de 2006. Sandbox de 2011.  Fortnite, de 2017. E um dos jogos mais conhecidos, o minecraft, são apenas alguns dos exemplos de plataformas deste conglomerado. É como se fossem sistemas “solares” isolados dentro de uma grande galáxia. Hoje ainda sem interação e / ou movimentação entre um e outro, mas quem sabe em um futuro próximo com “pontes” entre eles. 

Nestes jogos virtuais baseados neste mundo virtual paralelo, geralmente são colocadas limitações mínimas para os personagens, assim, sendo possível mudar quase que completamente este mundo digital. O que diferencia e muito dos jogos normais que a maioria de nós conhecemos e jogamos nas nossas infâncias. Nos jogos tradicionais, exista a progressão e a necessidade de “vencer desafios” para acessar a próxima fase. Já estes novos games, são baseados em exploração e construção, e não na progressão. Assim, todos sabem como começa mas não como termina. 

Além disso, é possível incorporar itens NFTs para serem usados exclusivamente neles, e até mesmo promover interações entre usuários de um modo incrivelmente próximo do presencial. E é exatamente neste ponto que  o que já está presente há quase duas décadas nas plataformas de jogos, aos poucos começa a ser visto como uma alternativa ao mundo corporativo, educacional, e até mesmo de entretenimento. 

 

Presença no Mundo dos Negócios

Mesmo que você não seja um jogador destes games da moda, nem mesmo tenha um vídeo game em casa, muito em breve deverá ingressar em alguma plataforma do metaverso. Nem que seja para pelo menos participar das reuniões virtuais da “firma” com o ser avatar

Neste ponto você pode estar se perguntando, mas o que isso diferente das reuniões realizadas hoje pelo Zoom, Meet, Teams, ou outra plataforma similar? A resposta é simples. O grau de realismo.  

Sentado na sua poltrona de casa e utilizando óculos de realidade virtual, você irá se sentir sentado junto a mesa da diretoria da sua empresa, na qual poderá ver e interagir com os demais participantes como se estivessem todos ali presentes. Essa é a mágica dos avatares. 

 

Novas Oportunidades

Mas não é somente no mundos games e corporativo que este novo mundo tem ganhado força. Em outras áreas do cotidiano também está ocorrendo isso. Imagine que dentre de muito pouco tempo você e seus amigos poderão se encontrar para um cinema, ou mesmo um show ao vivo, sem a necessidade de saírem de casa.  Mesmo que cada um de vocês more em uma cidade diferente e  o show ocorra inclusive em outro país. 

Trabalhar, estudar, e inclusive se relacionar com pessoas diferentes, será cada vez mais possível no mundo virtual. Parece coisa de louco e alguns podem até não acreditar, mas o número de gadgets já disponíveis no mercado com funções “específicas” para maiores de idade estão inclusive mudando como alguns casais se relacionam.   

Seja como for, isto é apena o início.

 

E o futuro do Metaverso?

E será que além de usuário também dá para ganhar dinheiro investindo ou trabalhando online? Sim, é possível. Mas antes de mais nada é importante destacar que  todos os investimentos que estamos vendo, não são exatamente no metaverso, e sim, em plataformas específicas, como de um jogo, as quais poderão deixar de existir amanhã.  Mas isso é o tema dos próximos textos. 

 

 

 

 

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