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O que é NFT

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Você que está se interessando em conhecer mais sobre o Metaverso, certamente já se deparou com o termo NFT. Ou em tradução direta: token não fungível (do inglês: non-fungible token).  NFT é um tipo especial de Token Criptográfico que certifica alguma coisa única. Exclusiva. Não intercambiável. 

Para entender melhor, vamos exemplificar antes o que é um bem fungível. Um exemplo são as cédulas de dinheiro. O Dinheiro é um item fungível, pois pode ser trocada por outro.  Você pode dar duas moedas de R$1 e no final receber uma cédula de R$2. Assim, trocando os itens mas permanecendo com o mesmo “bem”.  Ou seja, com o mesmo valor monetário.

Já a obra da Monalisa de Michelangelo, por exemplo, é um item não fungível. Pois só existe ele. Não tem como trocar e ficar com o mesmo bem. Pode trocar por outro, ou até mesmo “vendê-lo”, mas nunca terá um bem igual. 

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NFT – non-fungible token

O token não fungível (NFT) representa algum item específico, exclusivo, individual. Algo único que não pode ser substituído. Você pode até comercializá-lo e no seu lugar receber uma quantia em dinheiro, mas não terá mais aquele item. Ele é uma espécie de certificado digital para colecionáveis digitais como músicas, imagens, e até mesmo mensagens no twitter. E também não permite ser copiado uma vez que  é registrado em um blockchain. Embora, mas atualmente não tão comum, itens físicos também podem ser certificados por NFT. 

Assim, ao comprar um item NFT a pessoa compra seus direitos, e pode inclusive revendê-la se desejar. E para representar o mercado NFT, tem-se como exemplo a obra “Everydays – The First 5000 Days” de Mike Winkelmann que foi vendida por US$69,3 milhões (algo em torno de R$380 milhões). Isso porque, ela tinha um selo NFT. É possível até baixá-la da internet, mas ela não passará de uma mera cópia sem valor comercial. 

 

Everydays – The First 5000 Day – Mike Winkelmann – Comercializada por US$69,3 milhões

 

Outro exemplo de item comercializado certificado por NFT foi p primeiro tuíte. A primeira publicação na rede Twitter por  Jack Dorsey em 2006, foi vendida em março de 2021 por US$2,9 milhões.  Assim, você pode até vê-la, mas podemos dizer que agora ela pertence a outro “dono”. 

 

 

Volume de negócios

Você pode estar exagerado a venda de um quadro por quase 70 milhões de dólares e o “direito” sobre o primeiro tweet por mais de 2 milhões de dólares. Mas estes são apenas alguns dos exemplos dos mais de US$13,2 bilhões de negociações registradas entre janeiro e setembro de 2021.  E a considerar que foi outubro que o próprio facebook mudou seu nome para Meta, em alusão ao metaverso, é de se esperara uma explosão neste volume de negócios para 2022.

 Emissoras de TV como o SBT, jogos, e até mesmo o meio esportivo, estão começando a utilizar NFT. Seja para leilão de bens, ou monetização de desenvolvedores de jogos. 

 

Como Funciona o NFT

Os certificados NFT, assim como as criptomoedas (Bitcoin e Ethereum), são geradas em um tipo de banco de dados chamados de blockchains, onde é impossível remover informações. São adicionadas como ” cadeias de blocos”. Dai o termo Blockchain. 

blockchain
Imagem de Reto Scheiwiller por Pixabay

 

Cada bloco carrega um fragmento da informação. Que além de conter informações sobre o bloco anterior, ainda registra dados sobre a transação, data e hora, além de outras informações necessárias para validar a transação.  

E diferente dos certificados digitais tradicionais, como o e-CPF por exemplo, o NFT não precisa de uma autoridade certificadora como o Serasa. Isto porque, eles são verificados e encaixados por diversos participantes da blockchain ao redor do mundo. Este processo denominado de “mineração” ocorre em diferentes lugares por meio da computação na nuvem. Os hardwares especializados destes mineradores (computadores), são os responsáveis pelas operações matemáticas necessárias para este “encaixe”. Assim, em virtude da natureza da operação e sua descentralização, torna praticamente impossível a realização de fraudes. 

Esses registros são públicos e imutáveis via contratos inteligentes (smart contract). Guardados em uma rede descentralizada e sem o envolvimento de um intermediário controlador. Embora o processo seja similar, eles não usam o mesmo blockchain da criptomoeda Bitcoin, e sim, outras redes. A mais utilizada é a rede do Ethereum, uma outra criptomoeda. 

 

Como Criar  NFTs

Existem diversas plataformas que permitem a criação de NFTs, como a OpenSea, Rarible, SuperRare, Nifty Gateway e Binance. Para isso será necessário conectar a uma carteira de criptomoedas à plataforma utilizada, e então subir o projeto. Pode ser um vídeo, música, imagem, e até memes da internet, entre outros formatos. Contudo, como a criação da NFT envolve a utilização blockchain do Ethereum, é necessário pagar por isso. E ainda, se a obra for vendida poderá ser cobrada uma taxa de 2,5% de comissão (OpenSea).

 

Criptomoedas e NFT, qual a diferença?

Embora a criação e registro de uma NFT utilize a rede Ethereum, ela não é uma criptomoeda. Isto porque, um Ethereum por exemplo, continua sendo um bem fungível. Ou seja, pode ser substituído por outro de igual valor. Trocado e até mesmo dividido. Já um NFT é único e exclusivo. Indivisível. 

 

Riscos e Vantagens

Assim como o investimento em qualquer outro  “bem físico”,  também há riscos envolvidos. Sendo os mais comuns: Liquidez, volatilizada e também e fraudes. 

Ao mesmo tempo, que também carrega consigo algumas vantagens únicas. Pode ser transferido de um lado do planeta para outro em minutos. Possibilidade de valorização acima do mercado. Além de tornar o material único e exclusivo. Assim, gerando escassez do bem. 

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