Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Após carta de apoio de prefeitos do MDB, Moisés fica próximo de "expulsar" Dário Berger

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Algumas costuras políticas neste início de 2022 começam a ficar interessantes para a candidatura do governador Carlos Moisés (sem partido) e sinalizam acentuados indícios de que seu destino está cada vez mais próximo do MDB.

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Desde meados do ano passado, diversos prefeitos, vice-prefeitos e lideranças emedebistas têm assinado formalmente cartas de apoio ao atual mandatário de Santa Catarina. Foi assim, em maio de 2021, quando prefeitos de 30 municípios do Vale do Itajaí e Grande Florianópolis deram início às primeiras assinaturas, dias antes do julgamento do processo de impeachment pelo Tribunal Especial Misto.

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Na última sexta-feira, 07, foi a vez de prefeitos e vice-prefeitos do MDB do Extremo Sul manifestar apoio aberto a Moisés. Após reunião, os prefeitos de Araranguá, Cesar Antonio Cesa, de São João do Sul, Moacir Francisco Teixeira, de Ermo, Paulo Della Vecchia, de Jacinto Machado, João Batista Mezzari e os vice-prefeitos de Sombrio, Jeriel Gregorine Isoppo, de Morro Grande, Juraci Favarin e de Santa Rosa do Sul, Pedro D’Ávila, assinaram também uma carta de apoio a Moisés. A prefeita de Sombrio, Gislaine Dias Cunha, também assinou o documento, embora não tenha conseguido estar presente à reunião.

Com isso, fica cada vez mais iminente a saída do senador Dário Berger (MDB) da sigla, já que ele seria um dos principais postulantes a pré-candidato do partido ao governo, mas bater chapa com Moisés, neste momento, parece ser a proeminência de uma esmagadora derrota.

Contudo, o senador está visivelmente entusiasmado com os números das pesquisas que têm apontado o ex-presidente Lula na frente na corrida presidencial. Comenta-se que o futuro de Dário Berger ganha força no PSB, caso o ex-tucano Geraldo Alckmin (sem partido) escolha o partido e uma dobradinha com Lula concretizada.

Neste contexto, Berger faria palanque para Lula e Alckmin no Estado e viria a ser o candidato ao governo estadual do PSB, obviamente com apoio de ambos. O problema é que muitas arestas ainda precisam ser aparadas para essa dobradinha Lula e Alckmin ser possível.

Alckmin ainda não definiu o seu novo partido e têm ainda as disputas por majoritárias dos governos estaduais. Em São Paulo, por exemplo, Lula quer o companheiro de partido Fernando Haddad na cabeça, enquanto o PSB quer Márcio França.

A Bahia é outro Estado de difícil acerto; Lula não abre mão da candidatura do senador Jaques Wagner. O mesmo ocorre com as candidaturas aos governos do Rio Grande do Norte, do Sergipe e do Piauí, ou seja, resta saber até onde o PSB aceitará fazer papel de coadjuvante, se essa famigerada coligação venha a ser confirmada.

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