Intérprete do cirurgião Mark Sloan, artista enfrentava esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença rara e degenerativa
Eric Dane, 53 anos - Foto: Reprodução O ator norte-americano Eric Dane morreu na quinta-feira, 19 de fevereiro, aos 53 anos. Conhecido mundialmente por interpretar o cirurgião plástico Mark Sloan na série Grey's Anatomy, ele havia revelado há cerca de dez meses o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença rara e sem cura.
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Em comunicado à imprensa, a equipe do artista lamentou profundamente a perda e informou que Dane passou seus últimos dias ao lado da esposa, Rebecca Gayheart, e das duas filhas do casal.
“Ao longo de sua jornada com a ELA, Eric tornou-se um defensor apaixonado da conscientização e da pesquisa, determinado a fazer a diferença para outras pessoas que enfrentam a mesma luta”, destacou a nota. A família também pediu privacidade neste momento.
Nascido na Califórnia, Eric Dane construiu uma carreira sólida na televisão e no cinema. Além do papel marcante em Grey’s Anatomy, ele também integrou o elenco da série Euphoria e atuou no filme X-Men: O Confronto Final.
O ator revelou publicamente que enfrentava a ELA em abril de 2025, durante as gravações de Euphoria. Na ocasião, descreveu a condição como “uma doença terrível”.
O que é a ELA, doença rara e sem cura
A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta o sistema nervoso, comprometendo os neurônios responsáveis pelo controle dos movimentos musculares.
Com o avanço da doença, os neurônios se desgastam ou morrem, provocando a degeneração do sistema motor em diferentes níveis — bulbar, cervical, torácico e lombar. Como consequência, o paciente perde gradualmente a força e a coordenação muscular.
Entre os principais sintomas estão:
- Perda gradual de força muscular;
- Dificuldade para caminhar, subir escadas ou levantar;
- Problemas para falar (fala arrastada) e engolir;
- Engasgos frequentes e salivação excessiva;
- Cãibras e contrações musculares;
- Alterações na voz e rouquidão;
- Perda de peso;
- Dificuldade respiratória em estágios mais avançados.
O diagnóstico é clínico, feito por meio da avaliação dos sintomas e exames físicos. O médico pode solicitar exames complementares, como exames de sangue, testes respiratórios, tomografia, testes genéticos e punção lombar.
Não há cura para a ELA. Em geral, a sobrevida média varia entre três e cinco anos após o diagnóstico, embora cerca de 25% dos pacientes possam viver mais de cinco anos. Aproximadamente 10% dos casos estão associados a fatores genéticos.
A trajetória de Eric Dane trouxe visibilidade à doença e reforçou a importância da conscientização e da pesquisa científica na busca por tratamentos mais eficazes.