O deputado federal Valdir Cobalchini é o novo presidente da seção Barriga-Verde do Manda Brasa e passa a acumular a nova função com a coordenação do Fórum Parlamentar Catarinense enquanto representante do MDB.
Cobalchini recebeu a liderança do partido do colega Carlos Chiodini, que já havia se afastado da Câmara Federal para dedicar-se à campanha para a Prefeitura de Itajaí, cidade que detém o maior PIB de Santa Catarina.
O novo dirigente estadual tem uma missão desafiadora. E delicada. Toda coordenação de campanha do MDB, que lançará mais de 200 candidatos a prefeito em um universo de 295 municípios, caberá a ele.
DNA
Vale lembrar que Valdir Cobalchini é um antigo seguidor de Casildo Maldaner, lá no início de sua vida pública, e, depois, do ex-governador Paulo Afonso Vieira.
Tripé
Na última etapa de sua trajetória, mais recentemente, Cobalchini aproximou-se de maneira efetiva do também ex-governador Luiz Henrique da Silveira, falecido em 2015. Ou seja, o parlamentar, além da longa trajetória de mandatos e de militância consistente no MDB, teve alguns dos melhores mestres da história política recente em Santa Catarina.
Várias frentes
Estamos falando de alguém com um trânsito muito tranquilo nas várias correntes emedebistas. Até porque desfruta, também, de uma boa relação com o ex-governador, de mandato-tampão, Eduardo Moreira.
Cabeça a cabeça
Em número de candidatos, o MDB-SC trava uma disputa relativamente equilibrada com o PL, que deve lançar na casa de 240 nomes às prefeituras no pleito de outubro.
Hegemonia
Será a queda-de-braço entre emedebistas e liberais, sob a batuta do próprio governador Jorginho Mello, que, aliás, estará à frente de toda a coordenação do PL.
Metas
Tanto um partido quanto o outro alimentam perspectivas de eleger cerca de cem prefeitos. Se conseguir a meta, o MDB, na verdade, vai manter o quantitativo que tem atualmente.
Fermento conservador
O PL, a seu turno, elegeu 27 prefeitos em 2020. Hoje, conta com 43, vivendo a expectativa de mais do que dobrar o número de cidades que pilota.
Estrutura
Evidentemente que o otimismo nas hostes do PL guarda relação direta com o fato de o partido ter o próprio governador e a máquina estadual. Além do perfil conservador e bolsonarista da maioria do eleitorado catarinense.
Capilaridade
Porém, em termos de estruturação partidária no território estadual, aí a situação do MDB é absolutamente inigualável.
Por toda SC
O Manda Brasa conta com diretórios em todos os 295 municípios, sendo que apenas 10 cidades a comissão é provisória. Diferentemente do PL que pretende alcançar esse feito olhando já para as eleições de 2026.
Duas recentes pesquisas do Instituto Paraná, mostrando o cenário pré-eleitoral em duas capitais importantes do Nordeste, externam um quadro curioso. Incomum até então.
Lula da Silva, o líder supremo, continua gozando de boa popularidade e com bons índices de aprovação de seu (des) governo.
Apesar de o país estar acelerando na direção do abismo, político, econômico, social; das incontáveis e surreais asneiras que o guru do esquerdismo nacional profere com incomparável frequência.
Meu rei
Para se ter uma ideia, o governador da Bahia, o petista Jerônimo Rodrigues, tem aprovação na casa dos 50% e reprovação batendo em 45%, percentuais muito próximos da margem de erro.
Lavada
Em Salvador, o oponente de Bruno Reis é o vice-governador, Geraldo Jr., filiado ao MDB e apoiado pelo PT e por Lula da Silva. O emedebista não tem 13% da preferência dos entrevistados. Bruno Reis é o preferido de 67,6% dos eleitores soteropolitanos.
Estado vermelho
O atual inquilino do Planalto, a seu turno, bate na casa dos 60% na Capital do estado que, em 2022, deu 72% dos votos ao ex-presidiário e foi decisivo para a vitória que saiu das urnas.
Dianteira
Na Capital do Ceará, o cenário é mais equilibrado, mas também favorável a um nome do União Brasil, Capitão Wagner, que disputa contra o prefeito José Sarto, do PDT, partido de Cid Gomes. Wagner desponta com 33% das intenções de voto dos eleitores de Fortaleza. O pedetista patina em pouco mais de 18%, uma desvantagem de quase 15 pontos percentuais.
Ladeira abaixo
Mas os problemas de Sarto não param por aí. Sua gestão à frente da cidade é desaprovada por 52% dos ouvidos pelo Paraná Pesquisas.
Os moradores de Fortaleza também não estão gostando muito da administração do governador petista Elmano de Freitas. Há um empate técnico: 48,3% de aprovação contra 47% de rejeição.
Mediana
Em terras cearenses, a popularidade de Lula também não está tão nas alturas. Segundo a pesquisa, o xamã petista e seu desgoverno amealham 51,4% de aprovação, ante uma desaprovação de 45,3%.
Até no Nordeste?
Trocando em miúdos: Lula continua bem nas duas capitais, avaliação que tende a refletir um sentimento também dos estados. Mas já esteve melhor e claramente não está transferindo votos para seus aliados em duas prefeituras tão estratégicas como Salvador e Fortaleza.
Perspectivas
Por outro lado, a oposição a Lula, ao PT e às esquerdas, não só vai se manter na oposição na capital baiana, o que tende a enfraquecer a chance de permanência do PT no governo do estado quando se olha para 2026, como pode assumir o comando de Fortaleza, desbancando um prefeito canhoto e com possibilidade de reeleição.
Só ele
Registramos, recentemente, que Lula não tem sucessor. Não criou ninguém para o pós-deidade. Em 2024, ele segue forte no Nordeste, mas é ele, ele e somente ele. Ninguém mais.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.