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Prefeitos de mudança

Por Cláudio Prisco Paraíso
29/03/2024 - 07h28

Já abordamos neste espaço que, até o dia 6 de abril, data em que o prazo para filiações e transferências partidárias expira, poderíamos ter novidades em relação aos prefeitos de grandes cidades. Esses prefeitos, que já não podem mais se reeleger, mas que desempenham um papel estratégico, poderiam estar se retirando.

Questiona-se se cumprirão ou se vão cumprir um papel estratégico no processo eleitoral. Alguns, inclusive, buscam a reeleição, mas essa questão não se limita apenas aos nomes dos candidatos ou àqueles que poderiam provocar mudanças no tabuleiro das eleições municipais, com reflexos em 2026. 

O prazo até 6 de abril é destinado a transferências e filiações, agora estendendo-se até o final do ano e, talvez, até mais cedo. Temos tudo para acompanhar as mudanças de direção de comando, seguindo os encaminhamentos práticos relacionados a essas movimentações em alguns partidos.

Dupla

Citaremos dois deles: Podemos e Republicanos, pois nessas duas frentes temos situações instáveis. Primeiramente, o Republicanos estão sob a liderança do ex-governador Carlos Moisés da Silva, que, apesar de conhecer muitos assuntos, demonstra pouco conhecimento em política. 

Histórico

Tanto é que conseguiu a proeza, pela primeira vez, de um governador não chegar ao segundo turno. Ele, que assumiu com o aval do presidente nacional do partido, o deputado federal por São Paulo, Marcos Pereira, tinha como missão reestruturar o partido e indicar sinais de uma boa performance nas eleições municipais para prefeitos e vereadores. 

Zero

No entanto, até agora, não se observaram resultados significativos. Vimos apenas alguns movimentos de Carlos Moisés, todos direcionados para o PSD. Ele chegou a ameaçar candidatar-se à prefeitura de Tubarão, mas, pelo visto, já desistiu, considerando a nula chance de vitória em sua própria cidade. 

Pescando

Mais do que isso, não se observa esforços de Carlos Moisés na formação de chapas de candidatos a prefeito ou à Câmara de Vereadores. 

Desastre anunciado

O resultado tende a ser desastroso, embora Marcos Pereira seja um político que honra suas palavras. No entanto, vem sendo assediado por várias frentes, indicando a possibilidade de um deputado federal ingressar nos Republicanos, o que poderia fazer com que ele reavaliasse a situação de Carlos Moisés. 

Força

Isso porque a influência de um deputado federal é muito importante para qualquer partido, afetando o fundo partidário, o fundo eleitoral e, consequentemente, o tempo de propaganda em televisão e rádio.

Pode

Quanto ao Podemos, houve uma mudança recente com a saída do deputado Camilo Martins, ex-prefeito de Palhoça, substituído pela presidente nacional, Renata Abreu, que nomeou a deputada Paulinha Silva. 

Alinhamento

Seu marido, Paulinho Silva de Bombinhas, já está no PSD, para onde Paulinho também iria. Com a nova presidência, o Podemos está reformulando e buscando composições com o PSD nos grandes municípios. 

Cavalo de pau

Existe, então, a possibilidade de uma reviravolta. Renata Abreu já teria recebido sinais e promessas de apoio incluindo a possibilidade de um deputado federal para o Podemos em Santa Catarina, o que culminaria com a queda de Paulinha.

Dupla

Portanto, figuras como Carlos Moisés da Silva e Paulinha Silva, que eram inseparáveis enquanto ele era governador e ela, líder do governo na assembleia, devem ficar atentos. Movimentações nacionais já estão em curso e podem ter um desfecho a qualquer momento, muito provavelmente ainda no primeiro semestre, não descartando a possibilidade de mudanças a curto prazo, entre maio e junho.

Presença emblemática

Por Cláudio Prisco Paraíso
28/03/2024 - 08h04

Uma proposta para reduzir a dívida pública dos estados com a União foi apresentada ontem, em Brasília, pelos governadores que integram o Consórcio de Integração Sul e Sudeste, o Cosud. 
O encontro ocorreu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Estavam presentes os governadores de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, portanto, os quatro do Sudeste, bem como dois dos três do Sul: Ratinho Júnior, do Paraná; e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. 

O único ausente foi Jorginho Mello, que mandou a vice-governadora Marilisa Boehm para representá-lo, acompanhada do Secretário da Fazenda, Cleverson Siewert.

Na discussão, havia a expectativa de que Estados e União pudessem chegar a um entendimento.
Até mesmo para que os estados tenham um alívio financeiro. 

Ausência estratégica

Não foi coincidência a ausência de Jorginho Mello. Nas últimas reuniões do consórcio, ele tem enviado a vice-governadora em seu lugar. O distanciamento de Jorginho em relação ao grupo de governadores ganhou certa relevância quando todos sustentaram a tese da elevação dos impostos. 

Diferença

E qual foi o único Estado que não aderiu a esse movimento, especialmente liderado pelo Paraná e por São Paulo? Santa Catarina. 

Na veia

Por isso, Jorginho Mello foi homenageado pela Confederação das Federações Empresariais (Cofem) na virada do ano, em reconhecimento ao fato de ter se mantido firme em relação ao discurso assumido na campanha contra qualquer aumento de impostos. 

Sem foto

Outras duas reuniões foram realizadas e Jorginho Mello também não compareceu. O que se observa claramente é que ele procura evitar qualquer contato com representantes do governo Lula. 

Agenda

Houve um evento no Palácio do Planalto, com a presença do presidente da República, para encaminhamentos relacionados a obras de infraestrutura. O escalado para representar o governo catarinense foi o secretário Jerry Comper.

Taxhadd

Dessa vez, ele também não compareceu ao encontro com o ministro Fernando Haddad, que foi o candidato do PT derrotado por Jair Bolsonaro em 2018. Ou seja, ele se mantém distante de maneira absoluta, evitando encontros com titulares da Esplanada sob Lula III. Isso porque o estado catarinense é essencialmente conservador e potencialmente bolsonarista. 

Cabo eleitoral

E Jorginho Mello, enquanto senador, sabe que sua eleição vitoriosa contou significativamente com a transferência de votos de Bolsonaro, pelo PSL, na sua candidatura lá em 2018. E Bolsonaro também foi fundamental para a eleição de Jorginho ao Governo do Estado em 2022.

Mantra

Ou seja, manter uma distância regulamentar do governo federal é o lema de Jorginho Mello. Evidentemente, sem provocar prejuízos administrativos e financeiros ao Estado, na medida em que seus representantes estão lá em nome de Santa Catarina. 

Fora dessa

Mas ele, particularmente, quer distância de Lula da Silva, de Geraldo Alckmin e dos ministros do governo federal.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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