Para esta quarta-feira, 15 de novembro, data que marca a Proclamação da República, criou-se a expectativa, que vem sendo alimentada há mais de um mês e meio, para novas manifestações populares, protestando contra o desgoverno sob Lula III.
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A coluna, particularmente, não aposta numa grande concentração popular hoje. No Sul, então, é bom que todos já estejam preparados para um público relativamente pequeno. Os sinais vão nessa direção. Até porque a previsão é de muita chuva, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Uma relação de cidades que poderão ter movimentação no asfalto foi divulgada. Algumas estariam se preparando para receber um público expressivo.
Vamos observar, mas o ceticismo vem predominando.
Cheios de dedos
As convocações não partiram especificamente de Jair Bolsonaro, do PL ou de partidos mais à direita. É, na verdade, uma reação de setores da sociedade civil insatisfeitos com o desgoverno e também com a arrogância e as arbitrariedades do STF.
Ditadura da toga
A corte perdeu completamente o juízo, a começar por Alexandre, o diminuto. Apesar de sua pequenez, ele reina absoluto neste país.
Voo de galinha
O Senado ameaçou reagir sob a batuta do vassalo Rodrigo Pacheco, mas temos que acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. O vigor do político mineiro num determinado momento, reagindo aos exageros do Supremo, parece que já foi devidamente aplacado. As possibilidades e recursos para este tipo de encaminhamento são quase infinitas.
Tabelinha
É nítido que a maioria dos brasileiros anda insatisfeita e revoltada com esse conluio entre o Judiciário e o Planalto. É curioso, contudo, observar lideranças petistas reagindo, contrariadas pelo Fora, Lula! Sério?
Caras de pau
Quando é com eles, não pode, não dá. Quem criou o Fora, Collor? Foi o PT. Fernando Collor de Mello derrotou Lula da Silva no segundo turno em 1989.
Contra sempre
Depois, durante os oito anos de Fernando Henrique Cardoso na Presidência, também foi o PT quem criou o Fora, FHC! Após isso, os comunistas ficaram 14 anos seguidos no governo e começaram a experimentar do próprio veneno: Fora, Lula! Fora, Dilma. Voltaram à carga com o Fora, Temer!, e o Fora, Bolsonaro.
Inocente
Também teve o Lula Livre durante os 580 dias que o chefe da Organização ficou preso em Curitiba. A canhota agora experimenta a segunda edição do Fora, Lula.
Dois lados
A história mostra que costuma ser assim. Pau que dá em Chico, bate em Francisco também. Esse é o jogo. Até porque o PT não tem o monopólio das mobilizações brasileiras. Já teve quando foi oposição. Uma vez no poder, essa capacidade de mobilização esquerdista minguou sobremaneira. E definhou depois do Petrolão, que veio na esteira do Mensalão.
Marca registrada
Foi tanta corrupção, foi tanto atraso, tanta mentira e houve tantos desmandos que Jair Bolsonaro chegou à Presidência.
O termômetro das ruas nesta quarta, no entanto, é fundamental para o desgoverno medir como poderá caminhar no segundo ano sob Lula III. O projeto é claro: soterrar o que sobrou da democracia tupiniquim e implantar uma ditadura de esquerda.
Enquanto deputados do PL reclamam de um certo desinteresse, digamos assim, do governador, outros partidos estão bem mais satisfeitos. Abre parêntese. Finalmente parece que vai ocorrer, essa semana, a tão aguardada reunião entre a bancada liberal e Jorginho Mello, encontro que vem sendo adiado há quase dois meses. Fecha parêntese.
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As informações que se tem indicam que o Executivo vem tratando muito bem, obrigado, não apenas deputados do MDB – em número de seis, mas que vão virar sete com a chegada de Egídio Ferrari, de Blumenau -; como também a bancada do PT, com quatro deputados reeleitos: Luciane Carminatti, Neodi Saretta, Fabiano da Luz e Padre Pedro Baldissera.
Fabiano é o líder petista e acompanhou o governador na viagem ao Panamá. Os petistas, aliás, não teriam motivos para reclamar. Estariam sendo tratados a pão de ló pelo chefe do Executivo.
A estratégia é cristalina e busca fortalecer, de alguma maneira, os parlamentares na Alesc para que votem em projetos do interesse do governo que acaba de enviar ao Legislativo um pacotaço de matérias estratégicas para o Centro Administrativo.
Adversário ideal
Em outro viés, a leitura é a seguinte: nada mais interessante para o atual governador do que contar novamente com o PT em eventual segundo turno no pleito de 2026.
Perfil
Santa Catarina é essencialmente conservadora e bolsonarista. Sem dúvidas, Jorginho Mello considera esta a alternativa ideal para uma reeleição sem grandes sobressaltos. Ainda mais em um momento que o PSD se movimenta e vai se fortalecendo, filiando prefeitos e na expectativa de atrair mais deputados. Paulinha da Silva, por exemplo, só não assinou ainda porque correria o risco de perder o mandato para a sigla pela qual foi eleita, o Podemos.
Alternativa
O PSD almeja se constituir num contraponto da centro-direita (pelo menos no papel) lá em 2026. Jorginho, percebendo a movimentação, aposta no fortalecimento do PT e da esquerda. Com o objetivo de que a canhotada possa suplantar a frente que vai se formando com PSD, Novo, Republicanos e União Brasil em Santa Catarina.
Quintal
Ocorre que o governador também precisa cuidar bem do seu PL. E não é o que vem acontecendo. Há muita insatisfação na bancada de 11 liberais. Sobretudo dos quatro que vão concorrer a prefeito em cidades estratégicas: Estêner Soratto (Tubarão), Carlos Humberto (Balneário Camboriú), Sargento Lima (Joinville) e Edilson Massoco (Concórdia).
Chances reais
Soratto e Carlos Humberto são favoritos em suas cidades. O segundo tem que enfrentar, no entanto, a oposição do prefeito que se filiou ao PL no apagar das luzes da campanha eleitoral de 2022.
Conservador
Carlos Humberto é um empresário bem-sucedido, e tem tudo para chegar à prefeitura do balneário mais badalado do Sul. Mas precisa que o governador coloque as coisas, e o prefeito, em seus devidos lugares, sob pena de Jorginho ter que engolir a volta da família Pavan, filiada agora ao PSD, ao comando da cidade.
Embate
Já Estêner Soratto deve enfrentar o ex-governador Moisés no Sul, ou seja, também necessita de suporte, de respaldo para suplantar um adversário, com condições de vencer a eleição.
Oeste
Massoco também é um nome forte em Concórdia. É o líder do governo. Cedeu um mês para o colega Ivan Naatz. Encontra-se na mesma situação de Soratto, carecendo de atenção e de apoio do líder maior do PL catarinense.
Atuação
Quanto a Sargento Lima é uma alternativa que corre por fora em Joinville, mas é um excelente deputado, assertivo e um homem de bem. Na pior das hipóteses, entra na fila para disputas futuras na maior cidade do estado.
Dois pesos
Se emedebistas e petistas estão vendo suas emendas e pedidos sendo liberados e atendidos, os liberais não estão entendendo o tratamento que recebem. A começar pelas emendas parlamentares. Evidentemente prefeitos eleitos pelo PL no próximo ano e com apoio de Jorginho darão a devida contrapartida em 2026, respaldando o projeto do governador. Agora o chefe do Executivo precisa cair na real.
Amigos, amigos
Se ele não ajuda seus correligionários e amigos, vai fortalecer quem? Os adversários? A conferir se realmente essa semana os 11 deputados do PL serão recebidos por Jorginho Mello e se começarão a acontecer encaminhamentos objetivos da parte do governador na direção da bancada. Tanto sob o aspecto político-eleitoral quanto sob o viés da liberação de recursos.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.