Em pelo menos 16 estados, diretórios do MDB já se manifestam contrários a uma aliança nacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026.
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Em Santa Catarina, o diretório estadual também entrou nesse movimento e divulgou nesta semana manifesto se posicionando contra a composição com o Partido dos Trabalhadores.
No vídeo divulgado aparecem os deputados Carlos Chiodini, Rafael Pezenti e Valdir Cobalchini reforçando esse posicionamento após entregarem o documento ao presidente nacional da sigla, deputado federal Baleia Rossi.
O gesto ocorre justamente no momento em que, nos bastidores de Brasília, avançam conversas sobre a possibilidade de o MDB indicar o candidato a vice na chapa de reeleição de Lula em 2026.
Enquanto a cúpula nacional ainda conversa, na base partidária — especialmente nos estados — o recado começa a ser dado de forma cada vez mais direta. A maioria dos emedebistas não quer vínculo com o atual presidente em outubro.
Uma nova pesquisa de intenção de voto divulgada nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, ajudou mais uma vez a direita. O cenário político nacional indica que o senador Flávio Bolsonaro venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno na disputa pela Presidência da República.
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A diferença registrada seria semelhante — em sentido inverso — à margem apertada da última eleição presidencial, quando Jair Bolsonaro foi superado por Lula. O dado reforça a manutenção de um país polarizado e com disputa aberta para 2026.
Na minha avaliação, os números são animadores para a direita, mas dependem diretamente de articulação estratégica. Uma composição de chapa que dialogue com diferentes regiões pode ser decisiva para consolidar a vantagem apontada no levantamento.
Nesse contexto, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, surge como nome estratégico para uma eventual vice, considerando o peso eleitoral mineiro. Já em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a manutenção de Tarcísio de Freitas como liderança alinhada ao campo conservador pode ampliar ainda mais a diferença.
O cenário ainda está em construção, mas a leitura é clara: com unidade, estratégia regional e definição antecipada de alianças, a direita tem um caminho competitivo a avaliar.
Pesquisas são retratos do momento, mas sinalizam tendências que não podem ser ignoradas. Mesmo que Lula reduza sua vantagem no Nordeste, Flávio Bolsonaro precisa tirar a diferença em Minas e São Paulo.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.