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CBF aprova novas regras para acelerar jogos e aumentar tempo de bola rolando

Mudanças entram em vigor imediatamente nas competições nacionais e estabelecem limites para goleiros, laterais, tiros de meta e substituições

Por Redação, Portal 49
11/08/2026 - 08h45
A CBF pretende tornar as partidas mais dinâmicas - Foto: Reprodução

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em conjunto com clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino, aprovou novas regras de arbitragem para as competições nacionais. As medidas têm como principal objetivo reduzir as paralisações e aumentar o tempo efetivo de bola rolando durante as partidas.

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A decisão foi tomada durante reunião realizada na segunda-feira, 10 de agosto, no Rio de Janeiro. As novas determinações também serão aplicadas às Séries C e D, à Série A1 do Campeonato Brasileiro feminino e à Copa do Brasil.

Segundo a CBF, a expectativa é acrescentar, em média, 5 minutos e 49 segundos de bola rolando por partida, podendo chegar a 6 minutos e 22 segundos. Antes da pausa para a Copa do Mundo, a Série A registrava média de 52 minutos e 54 segundos de jogo efetivo. A meta da Fifa é alcançar pelo menos 60 minutos.

Entre as principais mudanças está o limite de oito segundos para o goleiro repor a bola quando estiver com ela nas mãos. Caso ultrapasse o tempo, a equipe adversária terá direito a um escanteio.

Arremessos laterais e tiros de meta terão limite de cinco segundos. No lateral, a demora fará com que a posse passe para o adversário. No tiro de meta, o atraso após a autorização do árbitro resultará em escanteio para a outra equipe.

Também haverá maior controle sobre as substituições. O jogador substituído terá dez segundos para deixar o campo. Caso ultrapasse esse período, quem estiver entrando deverá aguardar um minuto antes de participar da partida.

Atletas que receberem atendimento médico dentro do gramado também deverão permanecer fora por pelo menos um minuto. Para atendimentos ao goleiro, haverá uma regra específica envolvendo um jogador de linha indicado pelo treinador ou capitão.

Outra mudança determina que apenas o capitão poderá se dirigir ao árbitro. Se o capitão da equipe for o goleiro, um jogador de linha deverá ser indicado para exercer essa função durante a partida. O descumprimento poderá resultar em cartão amarelo.

Entre as medidas aprovadas está ainda o chamado “Protocolo Vini Jr.”. Cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário, impedindo a leitura labial, poderá resultar em expulsão, independentemente do conteúdo da fala.

O VAR também ganha novas possibilidades de atuação. A tecnologia poderá revisar lances envolvendo um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão e anular a advertência caso seja identificado erro. A partir de 2027, também será possível revisar escanteios concedidos incorretamente quando a cobrança resultar diretamente em gol ou pênalti.

Das dez mudanças aprovadas, nove passam a valer imediatamente. A exceção é justamente a ampliação do VAR para determinados lances de escanteio, prevista para 2027.

Com as novas diretrizes, a CBF pretende tornar as partidas mais dinâmicas, padronizar a atuação da arbitragem e aproximar o futebol brasileiro da meta internacional de tempo efetivo de jogo.

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