Mulher com mais de 80 anos foi encontrada vivendo em condições degradantes após quase cinco décadas de trabalho doméstico
A mulher permaneceu por quase cinco décadas trabalhando para a mesma família - Foto: Ilustração Uma idosa com mais de 80 anos poderá receber cerca de R$ 1,7 milhão em indenizações e verbas trabalhistas após ser resgatada de uma situação análoga à escravidão em Minas Gerais. O caso foi identificado durante uma operação conjunta realizada por órgãos de fiscalização e investigação.
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Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), a mulher viveu por aproximadamente 49 anos prestando serviços domésticos sem registro em carteira, salário compatível, férias, décimo terceiro salário ou acesso a outros direitos garantidos pela legislação trabalhista brasileira.
Durante a fiscalização, as autoridades constataram que a idosa vivia em condições consideradas degradantes e incompatíveis com a dignidade humana. A situação levou ao enquadramento do caso como trabalho análogo à escravidão.
De acordo com as investigações, a mulher iniciou as atividades ainda jovem e permaneceu por quase cinco décadas trabalhando para a mesma família sem formalização do vínculo empregatício e sem a remuneração adequada pelos serviços prestados.
O valor estimado de R$ 1,7 milhão inclui verbas trabalhistas acumuladas ao longo dos anos, indenização por danos morais individuais e outras reparações decorrentes da exploração identificada pelos órgãos responsáveis.
O caso segue sendo acompanhado pelo Ministério Público do Trabalho, que busca garantir a reparação dos direitos da vítima e a responsabilização dos envolvidos.