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Influenciadora Deolane Bezerra é presa em operação contra esquema ligado ao PCC

Investigação aponta movimentações milionárias, empresas de fachada e ligação com integrantes da facção criminosa

Por Redação, Portal 49
21/05/2026 - 08h45
A influenciadora digital e advogada foi presa na manhã desta quinta-feira - Foto: Reprodução

A influenciadora digital e advogada foi presa na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). 

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A Operação Vérnix também teve como alvo familiares de, conhecido como Marcola e apontado como chefe da facção criminosa. Contra ele foi expedido um novo mandado de prisão preventiva, embora já esteja detido no sistema penitenciário federal.

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Segundo as investigações, o esquema utilizava uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, como empresa de fachada para ocultar recursos ilícitos movimentados pela organização criminosa.

Além de Deolane, também foram presos Everton de Souza, conhecido como “Player” e apontado como operador financeiro do grupo, e, localizada em Madri, na Espanha.

Outros investigados incluem Alejandro Camacho, irmão de Marcola, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho do líder da facção. Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, além de diversas ordens de busca e apreensão.

As diligências foram realizadas em cidades como São Paulo, Poá, Praia Grande, Guarujá e São Vicente. Mandados também foram cumpridos em imóveis ligados à influenciadora em Barueri.

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, a investigação teve início em 2019 após a apreensão de manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material revelou possíveis conexões entre integrantes da facção e a empresa utilizada para lavagem de dinheiro.

A partir da análise de movimentações financeiras e de aparelhos celulares apreendidos, investigadores identificaram depósitos e transferências considerados suspeitos envolvendo contas ligadas a Deolane Bezerra.

Segundo a apuração, entre 2018 e 2021, a influenciadora teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados — prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento de recursos financeiros.

Também foram identificados cerca de R$ 716 mil em depósitos feitos por uma empresa considerada suspeita para contas empresariais ligadas à influenciadora. Conforme os investigadores, não houve comprovação de serviços que justificassem os valores recebidos.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra, além da apreensão de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e do bloqueio de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros dos investigados.

Segundo os órgãos responsáveis pela investigação, o grupo utilizava empresas, movimentações patrimoniais e negócios de alto padrão para dar aparência de legalidade ao dinheiro supostamente oriundo das atividades criminosas do PCC.

As defesas dos investigados informaram que ainda estão analisando o conteúdo das acusações.

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