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Júri absolve sargento da PM acusado de matar homem durante ocorrência em SC

Caso ocorreu há 14 anos, durante uma ação policial após uma série de assaltos

Por Redação, Portal 49
11/08/2026 - 08h57
Sargento da Polícia Militar Fernando Silva de Oliveira - Foto: Reprodução

O sargento da Polícia Militar Fernando Silva de Oliveira, conhecido como Silva, foi absolvido pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira, 10 de agosto, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. Ele respondia pela morte de Anderson Coelho, ocorrida durante uma ação policial em fevereiro de 2012.

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O julgamento começou pela manhã e se estendeu até por volta das 23h30. O Conselho de Sentença era formado por sete jurados, quatro homens e três mulheres. Após quatro votos favoráveis à absolvição, a contagem foi encerrada, já que o resultado estava definido.

A ocorrência que resultou na morte aconteceu na madrugada de 10 de fevereiro de 2012. Na noite anterior, três roubos haviam sido registrados contra entregadores de estabelecimentos comerciais de Itajaí. Entre os locais afetados estava um comércio que tinha Fernando de Oliveira como proprietário.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), policiais chegaram à residência de Anderson depois de identificarem uma motocicleta que teria características semelhantes à utilizada nos assaltos.

Quatro policiais entraram no imóvel por volta da 1h30. Durante a ação, Anderson foi atingido por disparos e morreu no local.

Desde o início, Fernando sustentou que houve confronto durante a ocorrência. A defesa argumentava que a atuação policial havia ocorrido de forma legítima.

A acusação, porém, sustentava que o sargento teria matado Anderson por acreditar que ele estava envolvido nos roubos. Segundo o MPSC, a vítima teria sido atingida dentro do próprio quarto e sem possibilidade de defesa.

Por esse motivo, Fernando foi denunciado por homicídio qualificado, além de fraude processual.

O Ministério Público também sustentava que a cena do crime teria sido alterada após a morte. Conforme a denúncia, uma arma teria sido colocada no local e disparos teriam sido simulados para dar a impressão de que Anderson havia atirado contra os policiais.

Outros três policiais também foram denunciados por crimes relacionados ao caso, incluindo falso testemunho e fraude processual.

Durante o julgamento, a defesa de Fernando de Oliveira buscou convencer os jurados de que o policial deveria ser absolvido. O advogado Claudio Dalledone destacou a trajetória profissional do sargento e sustentou a versão apresentada pelo réu sobre as circunstâncias da ocorrência.

Ao final de aproximadamente um dia de julgamento, a maioria necessária dos jurados votou pela absolvição, encerrando o júri com resultado favorável ao sargento.

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