Ocorrências foram registradas na Bélgica, Luxemburgo, Suécia e Estônia;
Invasões afetaram diferentes redes varejistas - Foto: Reprodução Supermercados de quatro países europeus tiveram sistemas de refrigeração invadidos durante a madrugada de segunda-feira, 02 de novembro. Os ataques foram registrados na Bélgica, em Luxemburgo, na Suécia e na Estônia, com alterações remotas nas configurações de refrigeradores e freezers, alguns ajustados para atingir até 50°C.
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Na Bélgica e em Luxemburgo, as empresas Ahold Delhaize e Colruyt relataram problemas em dezenas de estabelecimentos. Segundo Stephan Moelans, diretor-executivo da empresa belga de refrigeração Sabcobel, os invasores colocaram evaporadores de equipamentos da rede Delhaize no modo de degelo, interrompendo a refrigeração normal.
Na Suécia, unidades das redes ICA e Coop também foram afetadas. Uma loja da ICA informou que as temperaturas de refrigeradores e freezers haviam sido alteradas para 50°C. O estabelecimento foi reaberto posteriormente.
Na unidade ICA Baronen, em Estocolmo, um aviso aos clientes comunicou que todos os freezers estavam fora de funcionamento devido a um ataque cibernético. Conforme o gerente, a invasão ocorreu por volta das 2h e foi percebida às 5h30. A Coop confirmou ocorrências semelhantes em seis lojas, segundo o jornal sueco Aftonbladet.
Na Estônia, a fornecedora de tecnologia Kitman Coldtech informou que equipamentos de uma rede de supermercados também foram configurados para atingir 50°C.
Os episódios ocorreram após um ataque semelhante contra centenas de supermercados na França, no mês anterior. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, houve perdas de alimentos e registros de incêndios.
O Centro Nacional de Segurança Cibernética da Suécia acompanha as ocorrências. O chefe do órgão, John Billow, alertou para a existência de equipamentos de tecnologia operacional expostos a riscos no país e destacou a necessidade de atualizações e correções de segurança.
Até o momento das informações divulgadas, os responsáveis não haviam sido identificados e nenhum grupo tinha reivindicado os ataques.
Com informações da Reuters e CNN Brasil.