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Gaeco cumpre mandados na região durante operação que investiga negociação de créditos judiciais

Operação Insídia apura suspeitas de negociações envolvendo principalmente pessoas idosas

Por Redação, Portal 49
15/10/2026 - 08h33
Justiça determinou bloqueio de mais de R$ 442 mil e suspensão do exercício profissional de dois advogados - Foto: Reprodução

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou nesta quinta-feira, 15 de outubro, a Operação Insídia, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

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A investigação apura suspeitas de irregularidades na negociação de créditos judiciais, que teriam sido adquiridos por valores inferiores aos que seus titulares tinham direito a receber. Entre as possíveis vítimas estão principalmente pessoas idosas.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Xaxim, Chapecó e Romelândia, em Santa Catarina, e Nonoai, no Rio Grande do Sul. A operação contou com o apoio do GAECO gaúcho.

Segundo o Ministério Público, a investigação busca esclarecer a participação de advogados e de uma empresa supostamente utilizada para realizar as negociações.

Justiça determina bloqueio de bens e suspensão de advogados

Além das buscas, a Justiça determinou a suspensão do exercício da advocacia de dois investigados e o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao caso, em valor superior a R$ 442 mil.

As investigações tiveram origem em informações obtidas durante a Operação Entre Lobos. Conforme o MPSC, os suspeitos teriam utilizado dados aos quais tiveram acesso durante o relacionamento profissional com clientes para identificar créditos judiciais e negociar sua aquisição por meio de uma empresa ligada ao grupo.

A Operação Insídia busca reunir provas, identificar possíveis vítimas e esclarecer a responsabilidade de cada investigado.

O procedimento segue sob sigilo judicial. O Ministério Público ressalta que as suspeitas ainda estão em apuração e que os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

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