Justiça determinou internação provisória por até 45 dias
A vítima foi atingida na cabeça e precisou passar por cirurgia - Foto: Reprodução A Justiça de Santa Catarina determinou a internação provisória de um adolescente de 13 anos investigado por disparar uma arma de fogo contra outro menor, no sábado, 10 de outubro, no bairro Efapi, em Chapecó. A vítima foi atingida na cabeça e precisou passar por cirurgia no Hospital Regional do Oeste (HRO).
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A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apontou indícios da prática de ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado. A medida de internação poderá durar até 45 dias.
Conforme as investigações, o adolescente teve acesso a uma pistola calibre 9 milímetros pertencente ao pai. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, o menor estava acompanhado de amigos quando ocorreu o disparo.
Durante as diligências na residência, foram apreendidas uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e centenas de munições.
O pai do adolescente, de 52 anos, foi autuado por omissão de cautela na guarda de arma de fogo. Ele foi conduzido à delegacia, mas não permaneceu preso.
A defesa da família do adolescente investigado afirma que o disparo foi acidental e ocorreu durante uma brincadeira entre amigos. Segundo os advogados, os dois adolescentes eram melhores amigos e o menor que manuseava a arma pediu ajuda aos vizinhos após o ocorrido. As circunstâncias do disparo seguem sob investigação.
Na decisão, a Justiça também determinou a realização de avaliação psicossocial e acompanhamento psicológico do adolescente, além do encaminhamento dos responsáveis para atendimento especializado.
O Ministério Público solicitou ainda a continuidade das investigações, exames periciais e a obtenção de documentos médicos sobre o estado de saúde da vítima. Todos os pedidos foram acolhidos.
Conforme informações divulgadas na segunda-feira, 12 de outubro, o adolescente ferido permanecia internado em estado gravíssimo. Familiares relataram que ele havia aberto os olhos e respondido a comandos da mãe.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Chapecó.