Granja onde o vírus foi identificado possui cerca de 6 mil perus
Equipes sanitárias realizam inspeções e coleta de amostras em Águas Frias, Coronel Freitas, Nova Erechim e Nova Itaberaba - Foto: Reprodução Cerca de 133 propriedades rurais estão sendo monitoradas em quatro municípios do Oeste de Santa Catarina após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus, localizada em Nova Itaberaba. O acompanhamento abrange também os municípios de Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, com o objetivo de evitar a disseminação do vírus na região.
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As medidas foram anunciadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na segunda-feira, 19 de outubro, e incluem visitas técnicas, avaliações clínicas das aves e coleta de amostras para análises laboratoriais.
A propriedade onde o foco foi confirmado abriga aproximadamente 6 mil perus de corte e foi interditada pelo Serviço Veterinário Oficial, com bloqueio da movimentação de aves. Segundo o ministério, os animais permaneceram na granja e não foram encaminhados para a produção de carne destinada ao consumo.
A identificação do vírus ocorreu durante ações de monitoramento sanitário ativo. A confirmação foi realizada após análises de amostras coletadas entre os dias 21 de setembro e 14 de outubro.
Medidas incluem eliminação das aves e desinfecção da granja
Conforme o Ministério da Agricultura, os protocolos sanitários estabelecem a eliminação do plantel da propriedade afetada, seguida de procedimentos de limpeza e desinfecção das instalações. As ações seguem as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
O trabalho é realizado em conjunto com o Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. As amostras coletadas nas propriedades monitoradas são encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), responsável pelas análises.
Durante coletiva de imprensa em Brasília, o ministro da Agricultura, André de Paula, reforçou que o consumo de carne de aves e produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro para a população.
Ministério descarta recolhimento de produtos neste momento
O Mapa informou que, até o momento, não há determinação para recolhimento de produtos avícolas comercializados nem para o retorno de aves que já tenham deixado outras propriedades da região.
Os países parceiros comerciais do Brasil serão comunicados sobre a ocorrência e as medidas sanitárias adotadas. Possíveis restrições às exportações deverão seguir os acordos sanitários estabelecidos entre os países.
O monitoramento permanece em andamento nos quatro municípios, considerados parte de uma importante região produtora de aves em Santa Catarina. As autoridades sanitárias buscam conter o foco e preservar a sanidade dos plantéis, reduzindo os riscos para a cadeia agroindustrial do Oeste catarinense.