Vítima de 25 anos havia registrado ameaças e solicitado medidas protetivas
A jovem de 25 anos morreu no hospital após ser espancada pelo ex-companheiro, em casa - Foto: Reprodução Uma jovem de 25 anos morreu na terça-feira, 06 de janeiro, após ser brutalmente espancada pelo ex-companheiro no bairro Efapi, em Chapecó. Marivane Fátima Sampaio foi atacada dentro da própria residência na noite de sexta-feira, 02 de janeiro, socorrida em estado gravíssimo e encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
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Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu porque o agressor não aceitava o fim do relacionamento. Após o ataque, o homem fugiu do local. Durante buscas realizadas pela Polícia Militar, ele foi localizado e, ao receber voz de prisão, tentou tirar a própria vida. Os policiais utilizaram uma arma de incapacitação neuromuscular para contê-lo, mas o suspeito também morreu após ser encaminhado ao hospital.
Dentro da residência da vítima, a polícia encontrou registros de boletins de ocorrência por ameaça, feitos nos dias 29 e 30 de dezembro de 2025. Em um deles, Marivane relatou mensagens intimidadoras atribuídas ao ex-companheiro, incluindo ameaças veladas à sua segurança. No outro registro, a jovem informou ter trocado as fechaduras da casa por medo e solicitado medidas protetivas de urgência.
A morte de Marivane causou forte comoção entre amigos e familiares. Nas redes sociais, ela foi descrita como uma jovem doce, sonhadora e de sorriso marcante. “Não há palavras para descrever o quão cruel isso foi”, escreveu uma amiga. Outro amigo lamentou a perda destacando que a ausência da jovem deixará “dias mais silenciosos e corações partidos”.
O caso reforça o alerta sobre a violência contra a mulher em Santa Catarina. Nos sete primeiros meses de 2025, o Tribunal de Justiça do Estado julgou 106 casos de feminicídio, quase quatro por semana, número 36% maior em comparação com o mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, foram concedidas 18.387 medidas protetivas, média de 87 por dia, representando um aumento de 8,1%.
As circunstâncias do crime seguem sendo investigadas pelas autoridades. Se você ou alguém que conhece sofre violência doméstica, é possível buscar ajuda pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia.