Profissional teria simulado procedimentos clínicos para cometer abusos durante consultas
Justiça também determinou indenização de R$ 20 mil para cada vítima - Foto: Reprodução Um médico clínico geral foi condenado a 37 anos e 11 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por crimes contra a dignidade sexual de dez pacientes em Catanduvas. A decisão judicial também determinou a perda do cargo público e o pagamento de indenizações que somam R$ 200 mil.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
De acordo com a Polícia Civil, o profissional se aproveitava da posição que ocupava e da relação de confiança estabelecida com as pacientes para cometer os abusos durante atendimentos médicos. As investigações apontaram que ele simulava procedimentos clínicos para praticar atos libidinosos.
O caso foi investigado pela Delegacia de Polícia da Comarca de Catanduvas, que reuniu prontuários médicos, laudos periciais e depoimentos das vítimas. O conjunto de provas foi utilizado para fundamentar a investigação e subsidiar o processo judicial.
Com base nos elementos apresentados, a Justiça condenou o médico e estabeleceu o pagamento de R$ 20 mil por danos morais a cada uma das dez vítimas, totalizando R$ 200 mil em indenizações.
Além da pena de prisão e das indenizações, a sentença determinou a perda do cargo público ocupado pelo profissional.
A Justiça também manteve a prisão preventiva do condenado e negou o direito de recorrer em liberdade.
A identidade das vítimas foi preservada em razão do segredo de Justiça e das medidas legais de proteção. A Polícia Civil ressaltou a importância da investigação de crimes contra a dignidade sexual, especialmente quando envolvem o exercício de uma função pública e o abuso da confiança entre profissional e paciente.