Estado responde por 22% das importações brasileiras do país asiático e fica atrás apenas de São Paulo
Santa Catarina conta com sete portos ativos - Foto: Reprodução Santa Catarina foi responsável por 22% de todas as importações brasileiras de produtos vindos da China em 2023. As operações movimentaram US$ 11,7 bilhões — cerca de R$ 60 bilhões na cotação atual — consolidando o estado como o segundo maior importador brasileiro do país asiático, atrás apenas de São Paulo.
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Os dados são do Mapa Bilateral de Comércio e Investimento de 2023, compilados pela ApexBrasil. O levantamento aponta que o volume financeiro catarinense só é superado pelo registrado por São Paulo.
Infraestrutura impulsiona resultado
Entre os fatores que explicam o desempenho estão o crescimento médio de 10,2% ao ano das compras brasileiras da China e as condições estruturais oferecidas por Santa Catarina.
O estado conta com sete portos ativos, malha rodoviária integrada e um parque industrial com alta demanda por insumos tecnológicos. Essa combinação favorece o desembarque e a distribuição de mercadorias importadas.
Entre os principais produtos que chegam ao estado estão válvulas, tubos termoiônicos, diodos e transistores (10,2%), equipamentos de telecomunicações e acessórios (6%), compostos químicos (4,8%), além de insumos agrícolas, máquinas, equipamentos de conexão de circuitos elétricos, veículos automotores de passageiros e produtos de ferro ou aço.
Incentivos fiscais atraem empresas
Segundo Icaro Moro, gerente nacional de crédito à importação da Axton Global, o diferencial competitivo de Santa Catarina está principalmente nas condições de desoneração tributária.
De acordo com ele, algumas empresas operam com impostos reduzidos entre 1% e 3%, dependendo do segmento. Além disso, o desembaraço aduaneiro pode ocorrer com isenção de ICMS, permitindo que o pagamento do imposto seja realizado apenas no momento da venda, o que contribui para a preservação do caixa das empresas.
Moro destaca que as vantagens são tão significativas que empresários de estados como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso optam por realizar suas operações por meio de Santa Catarina. Ele cita Itajaí como exemplo, apontando que o município se tornou um hub de tradings e agentes que oferecem custos operacionais mais baixos em comparação aos portos paulistas.