Ação do Ministério Público de São Paulo teve apoio do Gaeco catarinense
Grupo é suspeito de fraudes envolvendo renegociação de dívidas - Foto: Reprodução Uma megaoperação deflagrada nesta quarta-feira, 09 de setembro, investiga um grupo suspeito de aplicar golpes eletrônicos envolvendo falsas renegociações de dívidas e financiamentos. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina, e em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
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Batizada de Operação Grooming, a investigação é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Santa Catarina.
Golpe começava com sites falsos
Segundo as investigações, os suspeitos criavam páginas na internet que reproduziam a identidade visual de empresas legítimas de cobrança e atendimento ao consumidor.
Os sites buscavam fazer com que as vítimas acreditassem estar acessando canais oficiais para negociar dívidas ou financiamentos.
Para aumentar a visibilidade das páginas fraudulentas, o grupo também teria utilizado anúncios patrocinados em mecanismos de busca. Dessa forma, pessoas que pesquisavam por serviços de renegociação poderiam encontrar os sites falsos entre os resultados.
Vítimas eram direcionadas ao WhatsApp
Após acessar as páginas, as vítimas eram direcionadas para canais de atendimento, principalmente pelo WhatsApp.
A partir daí, os suspeitos conduziam a suposta negociação como se fossem representantes das empresas verdadeiras. Ao final do contato, seriam emitidos boletos falsos para que as vítimas realizassem os pagamentos.
Investigação encontrou centenas de canais
A apuração aponta para uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos. Entre as funções estariam a criação, manutenção e divulgação das páginas fraudulentas e a realização de campanhas de publicidade digital para alcançar novas vítimas.
Ao longo das investigações, foram identificados dezenas de sites e perfis falsos, além de centenas de canais de WhatsApp que teriam sido utilizados para captar vítimas em diferentes regiões do país.
Materiais foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam equipamentos, documentos e outros materiais considerados importantes para o avanço das investigações.
O conteúdo será analisado para auxiliar na identificação da estrutura utilizada pelo grupo e esclarecer a participação dos investigados.
O processo tramita em sigilo. Em Santa Catarina, o Gaeco do Ministério Público catarinense prestou apoio ao CyberGaeco do Ministério Público de São Paulo durante a operação.