Avanço da demanda internacional, eficiência produtiva e competitividade consolidam o estado como potência nacional em proteína animal
A pecuária de Santa Catarina fechou o ano de 2025 com números históricos - Foto: Reprodução A pecuária de Santa Catarina fechou o ano de 2025 com números históricos e consolida sua posição de destaque nos mercados interno e externo. A produção de bovinos, frangos e suínos alcançou marcas recordes, enquanto as exportações avançaram de forma significativa, impulsionadas pela forte demanda internacional, ganhos de competitividade e maior eficiência produtiva no campo.
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De acordo com o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Alexandre Luís Giehl, o cenário positivo deve ter continuidade em 2026. Na avicultura, a retomada das exportações para a China e a União Europeia tende a fortalecer o setor, enquanto o mercado interno pode ganhar fôlego com a valorização da carne bovina e a melhora da renda. Na suinocultura, as exportações seguem firmes, com destaque para o mercado mexicano, e a combinação de demanda consistente e custos relativamente estáveis pode elevar a rentabilidade. Já na bovinocultura, a menor oferta de animais sustenta os preços, embora existam desafios no comércio exterior.
Na bovinocultura de corte, os preços do boi gordo oscilaram ao longo de 2025, mas ganharam força a partir de agosto, impulsionados pelas exportações aquecidas e pela maior demanda interna no fim do ano. Em Santa Catarina, seis das dez regiões apresentaram alta real de preços, com destaque para o Alto Vale do Itajaí e o Planalto Sul. As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde, somando 3,46 milhões de toneladas e receita de US$ 17,94 bilhões. No estado, foram abatidas 761,3 mil cabeças em 2025, volume 11,2% superior ao ano anterior, o maior já registrado.
A avicultura catarinense também fechou 2025 em patamar histórico. A produção estadual alcançou 910,5 milhões de frangos, o melhor resultado desde 2014. Santa Catarina respondeu por 1,20 milhão de toneladas das exportações brasileiras de carne de frango, com faturamento recorde de US$ 2,45 bilhões. Apesar da queda média dos preços no atacado ao longo do ano, o cenário para 2026 é positivo, condicionado à manutenção do rigor sanitário e à reabertura de mercados estratégicos.
Na suinocultura, 2025 foi marcado por recordes de produção e exportação. O Brasil embarcou 1,47 milhão de toneladas de carne suína, com receita de US$ 3,58 bilhões, o maior resultado da série histórica. Santa Catarina liderou o ranking nacional, com 748,8 mil toneladas exportadas e faturamento de US$ 1,85 bilhão, respondendo por mais de 50% das exportações do país. A produção estadual atingiu 18,3 milhões de suínos, o maior volume da história.
Segundo a Epagri/Cepa, a combinação entre demanda externa aquecida, eficiência produtiva e mercado interno fortalecido foi determinante para os resultados históricos da pecuária catarinense em 2025. Para 2026, a expectativa é de continuidade do crescimento, com boas perspectivas de rentabilidade para os produtores, apesar dos desafios pontuais no cenário internacional.