Operação cumpre mandados em cinco cidades catarinenses e mira esquema que pode ter causado prejuízos a mais de 10 mil investidores
As plataformas prometiam rendimentos de 2% a 3% ao dia ou de 10% a 70% ao mês - Foto: Divulgação Empresas de Santa Catarina estão na mira de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira, 22 de outubro, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo investimentos em criptomoedas. A apuração aponta para possíveis golpes que teriam atingido mais de 10 mil pessoas no Brasil e no exterior.
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Batizada de Operação São Silvestre, a ação busca desarticular grupos suspeitos de captar recursos por meio de plataformas digitais que prometiam rendimentos com aplicações em moedas virtuais e operações automatizadas por robôs.
Em Santa Catarina, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão distribuídos entre Florianópolis, Blumenau, Pomerode, Indaial e Rio do Sul. A operação também abrange endereços em Curitiba (PR), Álvares Machado (SP), Belo Horizonte (MG), Jaboatão dos Guararapes (PE) e Recife (PE).
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de 15 pessoas físicas e 13 empresas investigadas. A medida pode alcançar até R$ 100 milhões e tem como objetivo preservar o patrimônio para uma possível reparação dos prejuízos sofridos pelas vítimas.
Investigação apura captação de investidores
Conduzida pela Polícia Federal em Itajaí, a investigação aponta que os esquemas teriam atraído investidores entre 2018 e 2020, alcançando diferentes estados brasileiros e também outros países.
A suspeita é de que as plataformas ofereciam oportunidades de investimento em criptomoedas com promessas de lucro, utilizando sistemas automatizados para atrair interessados.
A estimativa dos investigadores é de que mais de 10 mil pessoas tenham sido prejudicadas. A operação busca reunir provas e identificar os responsáveis pelo funcionamento dos supostos esquemas financeiros.
As plataformas prometiam rendimentos de 2% a 3% ao dia ou de 10% a 70% ao mês. Os percentuais, segundo o inquérito, eram incompatíveis com a realidade do mercado e serviam para atrair investidores.
Os investigados foram indiciados por associação criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional e o mercado de capitais.