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Com investimento de R$ 1,7 bilhão, SUS terá o primeiro hospital público inteligente do Brasil

Unidade em São Paulo usará inteligência artificial no atendimento do SUS e terá parceria da China e da Índia

Por Redação, Portal 49
07/01/2026 - 16h29
Imagem do portfólio de apresentação do primeiro hospital público inteligente do Brasil - Foto: Gov.br

O governo federal anunciou nesta quarta-feira, 07 de janeiro, a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil, que utilizará inteligência artificial no atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade será construída em São Paulo e contará com investimento de R$ 1,7 bilhão, provenientes de um empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics.

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O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da presidenta do NDB, Dilma Rousseff.

De acordo com o Ministério da Saúde, o hospital será referência nacional e um modelo de assistência em saúde totalmente digital, servindo também como exemplo para países do bloco econômico. A unidade contará com medicina de alta precisão, apoiada por inteligência artificial e outras tecnologias emergentes, com o objetivo de reduzir significativamente o tempo de espera por atendimentos especializados, especialmente em casos de urgência e emergência.

O projeto prevê a integração do hospital a uma rede de serviços inteligentes, com 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) automatizadas e interligadas em diversos estados. Além disso, haverá a modernização de hospitais de excelência do SUS em diferentes regiões do país.

Vinculado à Universidade de São Paulo (USP), o hospital terá um setor de emergência com 250 leitos e capacidade para atender cerca de 200 mil pacientes por ano. A UTI contará com 350 leitos conectados às UTIs inteligentes, além de 25 salas cirúrgicas. A previsão é de que a unidade esteja pronta em um prazo de três a quatro anos.

Durante o anúncio, também foi confirmada a modernização de outras unidades hospitalares do SUS, como hospitais da Unifesp, o novo hospital oncológico da Baixada Fluminense, o novo hospital do Grupo Hospital Conceição, no Rio Grande do Sul, o Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, além de hospitais federais do Rio, incluindo os vinculados à UFRJ e à Unirio. Para a reestruturação dessas unidades no Rio de Janeiro, serão investidos R$ 1,2 bilhão.

O presidente Lula destacou que o projeto contribui para fortalecer a imagem do SUS, ressaltando o papel do sistema público durante a pandemia de covid-19. Segundo ele, o avanço tecnológico deve beneficiar especialmente a população mais vulnerável. “Nós precisamos garantir que o povo mais humilde não pode ser invisível. É para eles que a gente governa”, afirmou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o investimento representa um salto tecnológico, permitindo que o SUS ofereça gratuitamente serviços comparáveis aos dos principais hospitais privados do país. Já a presidenta do NDB, Dilma Rousseff, ressaltou que o prazo de pagamento do empréstimo é de 30 anos e destacou a parceria com China e Índia no desenvolvimento do projeto. Segundo ela, a iniciativa vai além da infraestrutura e reforça o compromisso com o acesso à tecnologia como instrumento de desenvolvimento.

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