O evento estadual do PL, previsto para este sábado em São José, o Rota 22, foi oficialmente cancelado. A decisão se deu em função do delicado estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia confirmado presença ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
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Com nova internação hospitalar e, por orientação médica, afastado das atividades durante o mês de julho, não há nova data para a realização do encontro. A situação preocupa as lideranças liberais, não apenas por limitar a mobilidade de Bolsonaro em 2025, ano pré-eleitoral, mas também pelos impactos estratégicos nas campanhas regionais e nacionais de 2026.
PL segue com mobilizações
Apesar do cancelamento do evento estadual, o Partido Liberal seguirá com sua agenda de reuniões regionais em Santa Catarina. O objetivo é manter o calendário político ativo e fortalecer as bases rumo às eleições de 2026.
PSD e PP na estrada
Além do PL, apenas dois partidos têm mostrado organização e movimentação no estado. O PSD, com o já anunciado pré-candidato João Rodrigues, tem intensificado encontros regionais, projetando 2026.
O outro é o PP, agora integrado à Federação União Progressista (formada por PP e União Brasil), que vem realizando articulações em diversas regiões, lideradas pelo senador Esperidião Amin — uma das figuras mais tradicionais da política catarinense, com quase 50 anos de trajetória e sem jamais ter trocado de sigla.
PT em disputa interna
O Partido dos Trabalhadores também entrou em campo, motivado por sua eleição direta programada para este domingo. Cinco candidatos disputam a presidência estadual da legenda, entre eles os deputados estaduais Pedro Baldissera, Luciane Carminatti e Fabiano da Luz.
Fabiano da Luz, líder da bancada do PT na Alesc, conta com o apoio do ex-presidente Lula e de Décio Lima. Ele representa a corrente mais alinhada ao Palácio do Planalto e também à candidatura de Edinho Silva para a presidência nacional do partido.
Favoritismo petista e apoios federais
A tendência é que Fabiano da Luz vença a disputa interna no estado, tendo ainda o apoio da deputada federal Ana Paula Lima, vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados. A eleição promete ser um termômetro para o grau de alinhamento do PT catarinense com o governo federal.
Siglas silenciosas
Enquanto isso, a maioria dos demais partidos em Santa Catarina segue apática. Cerca de uma dúzia de siglas quase não tem demonstrado qualquer articulação política visível. Essa falta de mobilização pode custar um preço alto: a sobrevivência partidária está cada vez mais atrelada à presença e consistência no debate público.
A nova União Progressista
Como o PP agora integra oficialmente a Federação União Progressista, juntamente com o União Brasil, a partir deste momento os encontros e movimentos políticos tendem a ocorrer de forma conjunta, fortalecendo a federação e buscando mais competitividade para os próximos pleitos.
A sabedoria popular ensinava o postulado acima. O governo Lula partiu para o enfrentamento. Nesta terça-feira, recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão da Câmara e do Senado que derrubou a majoração do IOF, Imposto sobre Operações Financeiras. O recado do Congresso foi claro: chega de impostos.
O brasileiro não aguenta mais. Já estamos na casa dos 35% de carga tributária. Mas um governo gastador, potencialmente gastador, que não faz cortes, que não reduz despesas, quer cada vez mais avançar sobre as pessoas físicas e jurídicas, ampliando suas possibilidades de investimentos em programas sociais, considerando o projeto eleitoral de reeleição de Lula da Silva em 2026. E olhem que nunca se arrecadou tanto no Brasil quanto hoje.
As receitas estão para lá do imaginável, crescendo fortemente. Contudo, o governo é perdulário, com uma máquina paquiderme enorme, ineficaz e que penaliza os mais pobres. Não bastasse isso, ainda quer recursos para tentar reverter o quadro político, que é delicadíssimo.
Quebradeira
Traduzindo: eles quebraram novamente o país. Muita coisa ainda vai aparecer. Anotem. E a solução? A de sempre, pela via judicial, numa tentativa de abafar a decisão da Câmara e do Senado. O aliado de sempre, claro, é o Supremo Tribunal Federal.
Conluio
Aí nós voltamos à questão do consórcio Supremo-Planalto. Ora, como Lula da Silva saiu da prisão? Como Lula da Silva disputou a eleição? Como Lula da Silva ganhou o pleito eleitoral? Tudo um conluio. A deidade vermelha só foi retirada da Polícia Federal, em Curitiba, para onde foi por ter sido condenado por nove magistrados diferentes a mais de 12 anos de prisão, para derrotar Jair Bolsonaro, que resolveu ir para cima do Supremo.
Malabarismo
Descondenaram o condenado, possibilitando que esse cidadão tivesse seus direitos políticos restabelecidos. A partir daí, acompanhamos toda a atuação tendenciosa e parcial do TSE para elegê-lo.
Biruta de aeroporto
Aquele mesmo STF que não deixava o presidente Bolsonaro governar, agora é o seu principal aliado? E agora na queda-de-braço com o Congresso? Ou seja, Supremo e Planalto contra o Legislativo? Isso não vai dar certo. Vai dar problema, sem dúvida nenhuma, porque, pela votação, tirando como parâmetro a Câmara, que tem 513 deputados, 383 votaram pela derrubada da tunga (mais uma) petista. No Senado, a votação foi simbólica, mas ali o ambiente também está adverso.
Caterpillar
Então, daqui a pouco, Lula estará imaginando que vai para a campanha tratorando o Congresso, tendo como principal parceiro o Supremo. E nós sempre registramos aqui que o Congresso errava por se acovardar diante da pressão, seja do Executivo, seja do Judiciário, seja do Planalto, seja do Supremo.
Reação
A partir do momento em que o Congresso começar a reagir, as apostas vão dobrar. Porque, se o Planalto e o Supremo forem para cima da Câmara e do Senado, o Congresso reage, e isso pode criar um fato novo. Pode ser o gatilho para a sociedade brasileira ocupar finalmente o asfalto e colocar um ponto final nos abusos que presenciamos já há anos do Supremo. Além de tentar conter a voracidade desse desgoverno, que parece empenhado em soterrar de vez a economia e, consequentemente, quebrar o país.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.