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Mudanças no Governo Jorginho

Por Cláudio Prisco Paraíso
26/09/2023 - 08h00

Jorginho Mello avalia a possibilidade de antecipar o prazo de desincompatibilização dos colaboradores que integram os primeiros escalões da administração estadual e que têm planos para as eleições do próximo ano.

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A começar, evidentemente, pelos integrantes do Secretariado. O prazo fatal é a primeira semana de abril, seis meses antes do pleito. O governador, contudo, poderá fazer as modificações entre janeiro e fevereiro. Antecipar para usar um critério único de afastamento e já recompor o Colegiado na sequência.

A priori, alguns nomes já aparecem como candidatos em potencial. Carmen Zanotto, secretária da Saúde, que não impediu a reeleição de Antônio Ceron em Lages por apenas 56 votos em 2020, e Estêner Soratto, chefe da Casa Civil, nome para disputar em Tubarão. Há outros secretários fazendo suas projeções, evidentemente.

Jorginho vem correndo o Estado em agenda pesada sob o aspecto administrativo, com inaugurações, assinaturas de ordens de serviço, mas sempre conciliando com as atividades político-partidárias. De olho na eleição e em um número importante de prefeitos. O PL fala em eleger 100 dos 295 prefeitos.

Realidade

Pode ser uma meta que esteja um pouco superdimensionada, mas de qualquer forma o partido, que aqui em SC tem poucos prefeitos, se eleger 60, 70 já será um grande desempenho.

Diapasão

Qual outro partido fará essa quantidade de prefeitos? O MDB, que deverá perder gordura e hoje tem 100 mandatários municipais. PSD e PP podem ficar entre 40 e 50 prefeitos. O PT, se fizer duas dezenas dos alcaides, terá que soltar foguetes.

Por fora

Há outros partidos, evidentemente, como União Brasil, que poderão apresentar um resultado mais mediano.

A todo vapor

O governador está com o pé no acelerador projetando sua própria reeleição. Ele sabe que o fundamental é continuar com a parceria que hoje alimenta e pretende manter inalterada com Jair Bolsonaro. O ex-presidente é o grande eleitor de Santa Catarina.

Céu de brigadeiro

Fazendo uma boa gestão e seguindo alinhado com Bolsonaro, Jorginho já tem grandes perspectivas de recondução. Se, além disso, o governador fizer número razoável de prefeitos, ele estará numa condição privilegiada com vistas a 2026.

Sonhar é permitido

Quem virá para bater o chefe do Executivo estadual? Décio Lima pode tentar uma terceira candidatura consecutiva. Seu partido, o PT, tem teto e numa eleição limpa não chegará ao comando da máquina estadual.

Nortista

Fora o canhoto, na centro-direita, o nome que se destaca é Adriano Silva, do Novo, desde que seja reeleito em Joinville.

Deputados

Quem mais? Gelson Merisio, se voltar, tem pegada para tentar uma deputação. O mesmo raciocínio vale para Moisés da Silva e Gean Loureiro.

Alternativa

Clésio Salvaro, se fizer o sucessor em Criciúma, é nome para compor, não para encabeçar chapa.

Despreparo

Assim será também com João Rodrigues. Não tem guarda-roupa, estofo, preparo para ser governador. E primeiro terá que se reeleger em Chapecó.

Longevidade

Esperidião Amin, que é um sobrevivente lá da década de 1970, é o único da velha guarda que se mantém vivo. Tem extensa folha de serviços prestados, com destaque e seriedade, para Santa Catarina.

Manda Brasa

Pelo MDB, teríamos os dois nomes do Norte, o estadual Antídio Lunelli e o federal Carlos Chiodini, além do presidente da Assembleia, Mauro de Nadal. É um trio de futuro. Na próxima eleição estadual, no entanto, também são opções para composição.

Terra de ninguém

Por Cláudio Prisco Paraíso
23/09/2023 - 09h30

O STF continua de brincadeira com a sociedade brasileira. É um acinte maior do que o outro. Eles são muito cínicos e debochados. Além de arrogantes, prepotentes e arbitrários.

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Juraram respeitar a Constituição quando assumiram o cargo vitalício e sem concurso, sem necessidade de comprovar notório saber e por aí vai. Estão, contudo, a violentar a Carta Magna dia após dia. Consideram-se os deuses do Olimpo, inalcançáveis, inatingíveis.

A aberração da vez, o absurdo do momento foi a derrubada do Marco Temporal por 9 a 2 no supremo plenário. A lei aprovada pela Câmara dos Deputados para demarcação de terras indígenas simplesmente não vale mais. Os parlamentares fizeram papel de palhaços.

A Câmara tem 513 deputados. Todos eleitos pelo voto popular. Se bons, ruins ou mais ou menos, todos foram votados. As 11 supremas togas não tiveram um único voto na vida.

Devem os cargos única e exclusivamente ao presidente da República de plantão, que os indicou. A tal sabatina no Senado é só protocolar, pró-forma. Eles decidiram que mandam no país e ponto.

Constituição

Os povos indígenas que comprovarem que ocupavam determinada área em 5 de outubro de 1988, quando da promulgação da Constituição, terão suas terras asseguradas. É o que está escrito na Carta Magna.

Nada disso

Agora os supremos arbitrários definiram que essa regra, ratificada pela Câmara, simplesmente não vale mais.

Bomba-relógio

Ou seja, terras hoje ocupadas por colonos, produtores rurais, agricultores que trabalham e produzem, fazendo do nosso agro uma potência mundial, poderão perder suas terras para os tais povos originários.

Veja bem

Nada contra os índios. Muito pelo contrário. Mas sua população hoje no país é de pouco mais de 900 mil pessoas. A população não-indígena é de mais de 200 milhões. As terras que eles já ocupam com base no preceito constitucional representam o equivalente ao território de alguns países europeus. E querem mais? Como assim?

Escárnio

Daqui por diante, se a decisão do STF for levada ao pé da letra, o país inteiro será dos indígenas. E quem tem poder sobre os índios? O governo federal, o Estado hoje sob o comando da Organização.

Desastre

Pergunta-se: como ficará a produção de alimentos, o portentoso agronegócio brasileiro? Quem continuará investindo nesse segmento? Esse estupro supremo tem o condão de, em pouco tempo, provocar desemprego, fome, miséria e mais inchaço nas cidades, onde muitos setores são atualmente dominados pelo crime organizado.

Tapa na cara

A sensação que fica é que os senhores e senhoras ministros estão provocando a população, incitando a reação popular.

Ah tá

O STF acabou de condenar um sujeito que estava em Brasília em 8 de janeiro a 17 anos de detenção por cometer um “ato terrorista”. Que ato terrorista, cara-pálida? Onde o xerifão pensa que está? Alexandre, o diminuto, não pode sair às ruas assim como o ex-mito, a deidade vermelha tupiniquim.

Barril de pólvora

Estamos chegando no fundo do poço. O momento é delicadíssimo e perigosíssimo. Ou a Câmara e o Senado colocam o STF no seu devido lugar ou realmente não haverá saída. A Democracia já foi para o espaço. O que virá no lugar dela? Faz poucos dias, o PT anunciou uma parceria, uma espécie de pacto com o Partido Comunista Chinês, o partido único que dita as regras, com mão e punhos de ferro no país asiático, que nunca conheceu liberdade e democracia. É isso que o futuro próximo reserva para o Brasil?

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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