A aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 na Câmara dos Deputados mostra mais uma vez o quanto o Brasil insiste em caminhar na contramão do desenvolvimento.
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Em pleno 2027, enquanto grandes economias discutem crescimento, o Congresso brasileiro aprova uma medida que pode aumentar custos, sufocar empresas e reduzir oportunidades de emprego.
A proposta, que agora segue para análise do Senado, prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com duas folgas semanais e sem redução salarial.
Não existe desenvolvimento sem trabalho. Nenhum país prosperou produzindo menos e criando mais obstáculos para sua economia funcionar.
O comércio, a indústria e o setor de serviços sentirão diretamente os impactos dessa mudança. Muitos negócios terão dificuldade para suportar o aumento dos custos operacionais e trabalhistas.
E curiosamente quem acaba pagando essa conta é justamente o trabalhador, com menos ofertas de trabalho que tende a ser ainda mais crescente.
Só não enxerga quem não quer ver. O Brasil está preso a um modelo ideológico ultrapassado. Ao invés de discutir redução de impostos, incentivo à produção, modernização econômica e liberdade para empreender, o governo e grande parte dos parlamentares prefere apostar em medidas populistas que agradam no discurso, mas fragilizam a economia.
Mais uma vez, o governo de esquerda e seus aliados demonstram uma visão equivocada sobre geração de riqueza. Eles tratam quem produz como vilão e vendem a falsa ideia de que desenvolvimento acontece relativizando a produção.
O texto ainda precisa passar pelo Senado, mas o sinal que o Congresso envia é preocupante. O Brasil corre o risco de aprofundar ainda mais sua perda de competitividade em um mundo cada vez mais dinâmico.
Das recentes movimentações da direita brasileira uma delas chama atenção: o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, parece ter escolhido um caminho estranho para quem sempre se apresentou como aliado do campo conservador.
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Após a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, Zema resolveu intensificar críticas justamente em Flávio. E aí fica a pergunta: qual a necessidade disso? Em vez de fortalecer um grupo político que enfrenta diariamente ataques da esquerda, ele começa a repetir exatamente a estratégia que tanto criticava.
Essa disputa por espaço político e holofote não vai levar a lugar algum. O problema é que, quando líderes que se dizem de direita passam a atacar publicamente figuras do mesmo campo ideológico, acabam fazendo o jogo dos adversários.
A esquerda sempre soube explorar divisões internas. Agora, parece que alguns nomes da direita decidiram aprender rápido essa cartilha. E Romeu Zema, ao entrar nesse embate contra Flávio Bolsonaro, assumiu um papel suicida.
Divergências podem existir. Faz parte da democracia. Mas aproveitar o momento para dar ainda mais munição a favor de adversários pode ter um custo alto — principalmente para quem tenta se vender como alternativa de direita.
Romeu Zema parece ter perdido sua sanidade mental. Além de perder os votos que tinha da direita e ser um eventual vice na chapa, sua conduta é deprimente. Como diz o velho jargão: "esse fugiu do ônibus da Apae".
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.