A nova investida contra Jair Bolsonaro reacende o debate sobre os excessos do Judiciário manipulado pela psicopatia de um ator caricato e lunático. A percepção cada vez mais é ascendente presente em grande parte da classe política, de que o Supremo Tribunal Federal ultrapassou limites que deveriam ser exclusivamente constitucionais.
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As críticas ganharam força novamente diante da avaliação de que a prisão preventiva necessita ser validade com base de provas sólidas, crime definido e um processo minimamente equilibrado.
Para esse grupo, não se trata apenas de uma medida judicial controversa, mas de um capítulo que aprofunda a sensação de desequilíbrio entre os poderes. Cada decisão polêmica amplia a interpretação de que existe uma narrativa construída para isolar adversários políticos, algo que torna o ambiente institucional ainda mais tenso.
O que se observa é um país dividido entre duas leituras — a jurídica, que tenta se sustentar em argumentos formais, e a política, que enxerga perseguição e desvio de finalidade. Quando essas duas esferas se chocam — como tem acontecido com frequência — o resultado a instabilidade, a revolta.
A adesão de lideranças tradicionais ao discurso de apoio explícito ao ex-presidente mostra que o tema ultrapassou o campo jurídico e entrou de vez no xadrez eleitoral. O gesto é político, a crítica é institucional e as consequências, inevitavelmente, respingam no cotidiano do brasileiro.
A frase tem sido recorrente em Seara. No comércio, nas rodas de conversa e até nos corredores da administração, o comentário aparece com naturalidade — e traduz um sentimento crescente de comparação com a gestão do ex-prefeito Kiko Canale.
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Apesar de não acumular grandes erros visíveis, a atual gestão da prefeitura não vem agradando. As reclamações ecoam em diferentes setores. Uma crítica frequente é direta: “não para de entrar gente”, referência ao número elevado de cargos e nomeações, o que tem gerado desconforto entre lideranças locais e à população.
O Blog do Bordignon também conversou com empresários do município, e a avaliação é praticamente unânime: falta um plano de governo consistente. Segundo eles, Seara perdeu alinhamento estratégico e não demonstra ações estruturadas que impulsionem desenvolvimento econômico ou organizacional.
O reflexo disso já aparece em áreas essenciais. Moradores relatam problemas na saúde e, principalmente, na mobilidade urbana — considerada hoje um dos pontos mais frágeis da administração.
Entre eleitores que apostaram no atual prefeito, o arrependimento tem surgido com frequência. Comentam que falta comando, firmeza e cumprimento das promessas. A cidade observa, cobra e aguarda mais clareza, ação e direção. O Blog do Bordignon seguirá acompanhando.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.