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Jorginho tem maioria na Alesc. Quem ele vai querer ao seu lado?

Por Fabiano Bordignon
06/10/2026 - 09h25

Passada a euforia da eleição estadual de domingo, é hora de olhar para os números e começar a fazer algumas leituras sobre o que politicamente nos espera em Santa Catarina. 

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Os números da nova composição da Assembleia Legislativa chamam atenção. Dos 40 deputados eleitos, o PL elegeu 16, o Republicanos, 3, o Podemos 2 e o Novo, 1. Essas 4 siglas estão na majoritária do governador reeleito Jorginho Mello. 

É uma base que já sustenta a maioria na Alesc, ou seja, o governador chega para o segundo mandato com uma base parlamentar bastante confortável. Isso significa que Jorginho, a princípio, não precisa sair correndo atrás de uma maioria na Alesc. Ele já tem na própria casa.

Partidos que estavam do outro lado na eleição, como MDB, Progressistas, União Brasil e PSD, terão suas bancadas e, naturalmente, serão importantes nas articulações. Mas existe uma diferença muito pontual. O governador não depende necessariamente de trazer essas siglas para dentro do governo para conseguir governar.

Neste cenário é que me desperta curiosidade. Jorginho vai optar por governar essencialmente com os partidos que estiveram ao seu lado na eleição ou vai ampliar a base, incorporando essas outras siglas já de olho em 2030? 

Ficou muito claro que alguns desses deputados estavam na coligação de João Rodrigues, mas, de certa forma, não abraçaram a sua candidatura, vamos dizer assim. E a primeira grande resposta deve aparecer já no início de fevereiro, com a posse da nova legislatura e, principalmente, a eleição da Mesa Diretora da Alesc. 

A escolha do presidente da Assembleia e a composição da Mesa serão importantes para indicar como será a relação entre Legislativo e Executivo no segundo mandato.

Naturalmente as decisões tomadas agora não dizem respeito apenas à governabilidade a partir de 2027. As alianças construídas nos próximos quatro anos irão influenciar diretamente a próxima eleição estadual e a disputa de Jorginho Mello ao Senado.

A direita já mira o Senado em 2030

Por Fabiano Bordignon
05/10/2026 - 13h33

A eleição deixou uma fotografia importante para o futuro da política catarinense. E, entre os nomes que saem fortalecidos das urnas, duas mulheres despontam naturalmente nas discussões sobre a eleição de 2030 para o Senado: Júlia Zanatta e Ana Campagnolo.

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Júlia Zanatta, do PL, foi reeleita deputada federal com 560.223 votos, estabelecendo a maior votação da história de Santa Catarina para a Câmara dos Deputados. Ana Campagnolo, também do PL, foi reeleita para a Assembleia Legislativa e alcançou 387.523 votos, igualmente quebrando seu próprio recorde que já havia feito na eleição passada tornando-se a deputada estadual mais votada do Estado. 

Os números, por si só, colocam as duas em uma posição de enorme visibilidade dentro do campo político de direita. É cedo para falar em candidaturas definidas para 2030, mas é perfeitamente possível enxergar Júlia Zanatta e Ana Campagnolo como nomes que poderão entrar na discussão interna do PL para Senado, desde que, obviamente Jorginho Mello não tenha essa pretenção, afinal ele será certamente o nome do partido para a única vaga.

No caso de Júlia, a votação de 2026 lhe dá uma dimensão eleitoral especialmente expressiva. Ana, por sua vez, demonstrou força no voto proporcional estadual, com uma votação que a colocou muito acima dos demais candidatos à Assembleia. 

Mas o tabuleiro de 2030 não será definido apenas pelo Senado. A sucessão de Jorginho Mello também deverá mexer profundamente nas composições. Nessa equação aparecem nomes como Topázio Neto e Adriano Silva, além das próprias Júlia e Ana, dependendo dos movimentos que ocorrerem nos próximos anos.

Topázio declarou apoio à reeleição de Jorginho Mello em 2026, evidenciando a aproximação política entre os dois grupos. 

O que a eleição de 2026 fez foi abrir um novo tabuleiro. Júlia Zanatta e Ana Campagnolo chegam a 2027 com votações históricas e passam a integrar, inevitavelmente, o debate sobre os próximos grandes projetos eleitorais de Santa Catarina. 

Se uma delas estará no Senado e a outra em uma chapa majoritária ao governo — ou se ambas disputarão o Senado — será uma das grandes questões da política catarinense nos próximos anos. Claro que inevitavelmente Campanolo seria também nesse cenário uma deputada federal eleita em 2030.

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

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