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A Venezuela pode, enfim, voltar a sonhar

Por Fabiano Bordignon
03/01/2026 - 12h04

A confirmação oficial da captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, anunciada pela Casa Branca e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marca um momento histórico na América Latina. 

Após uma mega-operação realizada em território venezuelano, o homem que comandou uma das ditaduras mais cruéis da história em solo latino-americano foi finalmente retirado do poder de fato — e agora deverá enfrentar a fúria da justiça americana.

Maduro é acusado de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico internacional de drogas, importação de cocaína e posse de armamentos de uso restrito, crimes que colocam seu nome no campo da criminalidade internacional. Por anos, essas acusações circularam em investigações e denúncias. Agora, elas passam a ter consequência prática.

É evidente que há interesses geopolíticos envolvidos. A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo. No entanto, reduzir esse episódio apenas a interesses econômicos é fechar os olhos para a interrupção de um regime que destruiu um país inteiro.

Sob o comando de Maduro, a Venezuela mergulhou em miséria, fome, repressão e êxodo em massa. Milhões de pessoas foram privadas do básico — alimento, saúde, segurança e liberdade. Um país rico em recursos naturais foi transformado em um retrato do autoritarismo.

Por isso, a queda de Maduro representa uma vitória não apenas para o povo venezuelano, mas para todos que acreditam em justiça e dignidade humana. É o fim da trajetória de um ditador que governou pelo medo e pela força, e o início — ainda incerto, mas necessário — de uma nova possibilidade para a Venezuela.

O futuro não será simples. A reconstrução exigirá tempo. Mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma chance real de mudança. E, neste momento, o que deve prevalecer não são disputas ideológicas, mas o reconhecimento de que a justiça venceu a tirania. A Venezuela pode, enfim, voltar a sonhar.

Seara e região quase Venezuela

Por Fabiano Bordignon
31/12/2025 - 17h30

A impressão que tenho, especialmente no nosso Estado, é de que estamos vivendo na Venezuela — não de forma tão acentuada no campo político, embora algumas decisões e caminhos que o Brasil têm tomado possam gerar comparações, mas principalmente no aspecto migratório. Nos últimos anos, em Seara e região, por exemplo, o que se percebe é um crescimento muito expressivo de imigrantes, especialmente venezuelanos, atuando em diferentes setores do comércio, dos serviços e principalmente nas indústrias.

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Não se trata de ser contra isso — pelo contrário, pessoas do bem, que vêm para trabalhar e buscar uma vida melhor, são sempre bem-vindas. Mas é inegável que a presença da língua espanhola está muito mais forte e visível do que muitos imaginavam em Santa Catarina. É uma mudança que merece ser debatida e com seriedade.

Esse cenário levanta questionamentos legítimos sobre planejamento urbano, políticas públicas e integração social. É preciso discutir o tema com responsabilidade, entendendo os impactos culturais, econômicos e sociais que essa nova realidade impõe às cidades catarinenses. O debate é necessário. 

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

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