A eleição deixou uma fotografia importante para o futuro da política catarinense. E, entre os nomes que saem fortalecidos das urnas, duas mulheres despontam naturalmente nas discussões sobre a eleição de 2030 para o Senado: Júlia Zanatta e Ana Campagnolo.
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Júlia Zanatta, do PL, foi reeleita deputada federal com 560.223 votos, estabelecendo a maior votação da história de Santa Catarina para a Câmara dos Deputados. Ana Campagnolo, também do PL, foi reeleita para a Assembleia Legislativa e alcançou 387.523 votos, igualmente quebrando seu próprio recorde que já havia feito na eleição passada tornando-se a deputada estadual mais votada do Estado.
Os números, por si só, colocam as duas em uma posição de enorme visibilidade dentro do campo político de direita. É cedo para falar em candidaturas definidas — 2030 ainda está distante e muita coisa pode mudar —, mas é perfeitamente possível enxergar Júlia Zanatta e Ana Campagnolo como nomes que poderão entrar na discussão interna do PL por uma das duas vagas ao Senado.
No caso de Júlia, a votação de 2026 lhe dá uma dimensão eleitoral especialmente expressiva. Ana, por sua vez, demonstrou força no voto proporcional estadual, com uma votação que a colocou muito acima dos demais candidatos à Assembleia.
Mas o tabuleiro de 2030 não será definido apenas pelo Senado. A sucessão de Jorginho Mello também deverá mexer profundamente nas composições. Nessa equação aparecem nomes como Topázio Neto e Adriano Silva, além das próprias Júlia e Ana, dependendo dos movimentos que ocorrerem nos próximos anos.
Topázio declarou apoio à reeleição de Jorginho Mello em 2026, evidenciando a aproximação política entre os dois grupos.
O que a eleição de 2026 fez foi abrir um novo tabuleiro. Júlia Zanatta e Ana Campagnolo chegam a 2027 com votações históricas e passam a integrar, inevitavelmente, o debate sobre os próximos grandes projetos eleitorais de Santa Catarina.
Se uma delas estará no Senado e a outra em uma chapa majoritária ao governo — ou se ambas disputarão o Senado — será uma das grandes questões da política catarinense nos próximos anos. Claro que inevitavelmente Campanolo seria também nesse cenário uma deputada federal eleita em 2030.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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