A aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 na Câmara dos Deputados mostra mais uma vez o quanto o Brasil insiste em caminhar na contramão do desenvolvimento.
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Em pleno 2027, enquanto grandes economias discutem crescimento, o Congresso brasileiro aprova uma medida que pode aumentar custos, sufocar empresas e reduzir oportunidades de emprego.
A proposta, que agora segue para análise do Senado, prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com duas folgas semanais e sem redução salarial.
Não existe desenvolvimento sem trabalho. Nenhum país prosperou produzindo menos e criando mais obstáculos para sua economia funcionar.
O comércio, a indústria e o setor de serviços sentirão diretamente os impactos dessa mudança. Muitos negócios terão dificuldade para suportar o aumento dos custos operacionais e trabalhistas.
E curiosamente quem acaba pagando essa conta é justamente o trabalhador, com menos ofertas de trabalho que tende a ser ainda mais crescente.
Só não enxerga quem não quer ver. O Brasil está preso a um modelo ideológico ultrapassado. Ao invés de discutir redução de impostos, incentivo à produção, modernização econômica e liberdade para empreender, o governo e grande parte dos parlamentares prefere apostar em medidas populistas que agradam no discurso, mas fragilizam a economia.
Mais uma vez, o governo de esquerda e seus aliados demonstram uma visão equivocada sobre geração de riqueza. Eles tratam quem produz como vilão e vendem a falsa ideia de que desenvolvimento acontece relativizando a produção.
O texto ainda precisa passar pelo Senado, mas o sinal que o Congresso envia é preocupante. O Brasil corre o risco de aprofundar ainda mais sua perda de competitividade em um mundo cada vez mais dinâmico.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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