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Os decadentes do palco e da política

Por Fabiano Bordignon
26/09/2025 - 08h53

Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque já foram gigantes da música brasileira. Hoje, não passam de caricaturas de si mesmos. Três dinossauros que, quando não vivem à sombra da Lei Rouanet, se esforçam para parecer relevantes em um Brasil que já não canta mais suas canções.

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Na teoria, eles pregam o socialismo, a igualdade, a justiça social. Na prática, desfrutam de vidas de luxo, regadas a privilégios, cachês milionários e palácios de praia. O famoso “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. É o retrato perfeito da esquerda caviar: aquela que brinda com vinho francês enquanto posa de defensora dos oprimidos.

Eis que o trio resolveu se engajar de novo, desta vez no ato melancólico patrocinado pelo desgoverno Lula. Uma convocação pomposa, vendida como a “grande mobilização cultural da democracia”. O resultado? Menos de 40 mil gatos pingados. Um fiasco retumbante. Nem a presença das velhas estrelas da MPB conseguiu salvar o espetáculo.

Ou seja, mesmo colocando no palco seus medalhões, o lulopetismo não consegue mais arrastar multidões. O povo percebeu a farsa. O Brasil real está cansado de sermão de milionário travestido de socialista. O tempo de Gil, Caetano e Chico já passou – tanto na música quanto na política.

E quando artistas decadentes precisam se pendurar no Estado para se manter em evidência, é sinal de que a arte virou panfleto e o show virou palanque.

Quest joga para Lula e tenta queimar Tarcísio

Por Fabiano Bordignon
19/09/2025 - 09h11

Nesta semana, a Genial/Quest divulgou números que chamaram a atenção do noticiário político. O levantamento mostra uma queda na rejeição do presidente Lula e, ao mesmo tempo, um aumento na rejeição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apontado como o nome mais forte da oposição para disputar a Presidência em 2026.

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Mas, para quem entende um pouco sobre como a "malandragem" age no meio político, não é difícil interpretar os números. A certeza que fica é de que a pesquisa mais confunde do que esclarece. 

A Quest tem uma relação histórica próxima com o PT e com o próprio Lula, o que já coloca em xeque a credibilidade dos números. Não é de hoje que institutos de pesquisa funcionam como atores políticos, mais interessados em influenciar o jogo do que em retratar a realidade.

No caso de Tarcísio, não há como negar. Ele é o candidato que mais assusta a esquerda e com maior poder de adesão - o seu nome é bem-visto pela Direita e pelo Centrão.

Tarcísio é jovem. Sua idade é bem distante dos 80 anos do atual presidente. Além disso, tem boa avaliação em São Paulo e conta com ampla sustentação política que sabe operar no Congresso. Aumentar sua rejeição é parte de uma estratégia para minar sua imagem antes que ele crie uma musculatura nacional.

E tem mais: o governo Lula, apesar do discurso, não apresentou até agora um plano claro de desenvolvimento econômico. Infelizmente, o cenário para 2026 é ainda mais preocupante. E, num país em que o bolso pesa mais que a ideologia, esse será um fator determinante na escolha do eleitor.

Mais do que acreditar em pesquisas, é preciso observar a realidade que se desenha. Se a economia não reagir, dificilmente Lula terá fôlego para enfrentar um adversário competitivo. E Tarcísio, até aqui, é o nome que mais se encaixa nesse papel.

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

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