Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque já foram gigantes da música brasileira. Hoje, não passam de caricaturas de si mesmos. Três dinossauros que, quando não vivem à sombra da Lei Rouanet, se esforçam para parecer relevantes em um Brasil que já não canta mais suas canções.
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Na teoria, eles pregam o socialismo, a igualdade, a justiça social. Na prática, desfrutam de vidas de luxo, regadas a privilégios, cachês milionários e palácios de praia. O famoso “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. É o retrato perfeito da esquerda caviar: aquela que brinda com vinho francês enquanto posa de defensora dos oprimidos.
Eis que o trio resolveu se engajar de novo, desta vez no ato melancólico patrocinado pelo desgoverno Lula. Uma convocação pomposa, vendida como a “grande mobilização cultural da democracia”. O resultado? Menos de 40 mil gatos pingados. Um fiasco retumbante. Nem a presença das velhas estrelas da MPB conseguiu salvar o espetáculo.
Ou seja, mesmo colocando no palco seus medalhões, o lulopetismo não consegue mais arrastar multidões. O povo percebeu a farsa. O Brasil real está cansado de sermão de milionário travestido de socialista. O tempo de Gil, Caetano e Chico já passou – tanto na música quanto na política.
E quando artistas decadentes precisam se pendurar no Estado para se manter em evidência, é sinal de que a arte virou panfleto e o show virou palanque.
Nesta semana, a Genial/Quest divulgou números que chamaram a atenção do noticiário político. O levantamento mostra uma queda na rejeição do presidente Lula e, ao mesmo tempo, um aumento na rejeição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apontado como o nome mais forte da oposição para disputar a Presidência em 2026.
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Mas, para quem entende um pouco sobre como a "malandragem" age no meio político, não é difícil interpretar os números. A certeza que fica é de que a pesquisa mais confunde do que esclarece.
A Quest tem uma relação histórica próxima com o PT e com o próprio Lula, o que já coloca em xeque a credibilidade dos números. Não é de hoje que institutos de pesquisa funcionam como atores políticos, mais interessados em influenciar o jogo do que em retratar a realidade.
No caso de Tarcísio, não há como negar. Ele é o candidato que mais assusta a esquerda e com maior poder de adesão - o seu nome é bem-visto pela Direita e pelo Centrão.
Tarcísio é jovem. Sua idade é bem distante dos 80 anos do atual presidente. Além disso, tem boa avaliação em São Paulo e conta com ampla sustentação política que sabe operar no Congresso. Aumentar sua rejeição é parte de uma estratégia para minar sua imagem antes que ele crie uma musculatura nacional.
E tem mais: o governo Lula, apesar do discurso, não apresentou até agora um plano claro de desenvolvimento econômico. Infelizmente, o cenário para 2026 é ainda mais preocupante. E, num país em que o bolso pesa mais que a ideologia, esse será um fator determinante na escolha do eleitor.
Mais do que acreditar em pesquisas, é preciso observar a realidade que se desenha. Se a economia não reagir, dificilmente Lula terá fôlego para enfrentar um adversário competitivo. E Tarcísio, até aqui, é o nome que mais se encaixa nesse papel.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.