Joice Sartoretto após entrevista ao Portal 49 - Foto: Franciele Carla/Portal 49 A cidade de Itá lançou oficialmente, na tarde desta terça-feira, 03 de junho, a programação do Festival de Inverno 2026. Representando o governo municipal durante o evento, a vice-prefeita Joice Sartoretto concedeu entrevista ao Portal 49, presente no evento, e ressaltou que a edição deste ano foi preparada com foco na valorização da comunidade, no fortalecimento do turismo e na geração de oportunidades para a economia local.
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Segundo Joice, o festival mantém características que já se tornaram marca registrada do evento, com uma proposta acolhedora e construída em parceria com entidades e moradores do município.
“É um evento preparado com muito carinho, bem aconchegante e feito do nosso jeito. Ele conta com a participação de várias entidades do município e o envolvimento da comunidade é essencial para que tudo aconteça. A população está participando junto com a administração para que possamos oferecer um evento diferenciado para todos que vierem nos prestigiar”, afirmou.
A expectativa da administração municipal é de que o festival impulsione diversos setores da economia, especialmente hotéis, restaurantes, comércio e serviços ligados ao turismo. A previsão é de aumento no fluxo de visitantes ao longo da programação.
“Com certeza a cidade estará movimentada, com um fluxo maior de visitantes. As pessoas estarão vindo para aproveitar o que temos de melhor”, destacou a vice-prefeita.
Pista de gelo segue como atração tradicional
Ao comentar a escolha das atrações, Joice explicou que a programação foi elaborada buscando equilibrar a valorização da cultura local com aquilo que os turistas esperam encontrar em um festival de inverno.
Entre os destaques está a tradicional pista de gelo, considerada um dos principais atrativos do evento.
“Nós procuramos fazer uma mistura da cultura local com o que as pessoas procuram em uma cidade durante o inverno. A pista de gelo é um dos diferenciais e já se tornou tradição. As demais atrações foram definidas ouvindo a população, as entidades e os grupos que participam da organização”, explicou.
Turismo como vitrine do município
Além do entretenimento, a administração municipal vê o Festival de Inverno como uma importante ferramenta de promoção turística. Conforme a vice-prefeita, o evento ajuda a divulgar as potencialidades de Itá e reforça a imagem da cidade como um dos destinos turísticos mais conhecidos da região.
“Um dos nossos maiores objetivos é fazer com que as pessoas venham conhecer o município. Itá se destaca pelo turismo, pelas atrações que oferece e pelas suas belezas naturais. Temos uma população receptiva e queremos que cada visitante leve uma boa impressão da cidade”, ressaltou.
Para a administração municipal, o festival representa uma oportunidade de impulsionar o desenvolvimento econômico e consolidar ainda mais o nome de Itá no cenário turístico catarinense.
Chamou minha atenção nesta semana a análise apresentada pelo jornalista Caio Coppolla sobre a evolução do mapa político brasileiro e os possíveis reflexos para as eleições de 2026. Baseado em dados das eleições municipais, Coppolla sustenta que o país vive um processo gradual de fortalecimento da direita e redução da presença da esquerda nos municípios brasileiros.
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A comparação começa entre o segundo turno da eleição presidencial de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu em 56% das cidades brasileiras, e o cenário das eleições municipais de 2024.
Segundo os números apresentados, dos 5.569 municípios do país, 2.673 passaram a ser administrados por prefeitos de direita, o equivalente a cerca de 48% do total. Já a esquerda ficou com 752 prefeituras, aproximadamente 13%, enquanto o centro e o chamado Centrão somam 2.144 municípios.
Coppolla destaca que a comparação com 2020 mostra uma tendência clara. Naquele ano, a esquerda controlava 863 prefeituras. Em 2024, caiu para 752, uma redução de 13%. Coincidências à parte, em relação ao percentual obtido pela esquerda, no mesmo período, a direita avançou de 2.539 para 2.673 prefeituras, crescimento de 5%, alcançando seu melhor resultado em eleições municipais desde 2000. O centro permaneceu praticamente estável, passando de 2.166 para 2.144 cidades administradas.
Outro dado citado pelo comentarista envolve o avanço dos partidos ligados ao campo conservador. Segundo ele, PL e Republicanos conquistaram juntos quase 400 novas prefeituras e se aproximaram da marca de mil municípios administrados, reforçando a influência política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A análise também chama atenção para o Nordeste, tradicional reduto eleitoral da esquerda. Coppolla observa que, das nove capitais nordestinas, seis passaram a ser administradas por prefeitos de direita, uma por partido de centro e apenas duas por partidos de esquerda.
Na avaliação dele, trata-se de um sinal de mudança política relevante em uma região historicamente associada ao lulismo. O comentarista amplia a comparação ao longo do tempo e afirma que o movimento não começou em 2024.
Conforme sua leitura, desde 2012, período considerado o auge do lulopetismo, a direita vem ampliando sua presença nos municípios, enquanto a esquerda perdeu quase metade das prefeituras que administrava naquele momento.
Nos legislativos municipais, os números apresentados por Coppolla indicam uma presença ainda mais forte da direita. Segundo estudo citado por ele, seis em cada dez municípios possuem câmaras de vereadores predominantemente de direita, enquanto a direita é maioria em cerca de 93% das vereanças do país. Em mais de duas mil cidades, todos os vereadores eleitos pertencem a partidos de centro-direita ou direita.
Para explicar a diferença entre os resultados das eleições municipais e presidenciais, Coppolla argumenta que 88% dos municípios brasileiros possuem até 50 mil habitantes, realidade em que o eleitor tende a conhecer pessoalmente os candidatos locais. Já nas disputas presidenciais, segundo ele, a influência da propaganda e das narrativas nacionais ganha maior peso na decisão do voto.
Por fim, o jornalista cita pesquisas de identificação ideológica que apontam 46% dos brasileiros se considerando de direita ou centro-direita, contra 29% que se identificam como de esquerda ou centro-esquerda. Na avaliação dele, essa diferença de 17 pontos percentuais poderá ter impacto significativo na disputa presidencial de 2026.
A conclusão apresentada é que, embora o resultado das próximas eleições dependa de diversos fatores, os dados das eleições municipais apontam para uma tendência de fortalecimento da direita no cenário político nacional.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.