A cidade de Seara voltou a se deparar, na noite desta quinta-feira, 15 de janeiro, com mais um acidente no pé do contorno viário. Um ponto que, ironicamente, foi pensado e construído justamente para tentar resolver um problema antigo: os recorrentes acidentes na Rua Três de Abril, trecho urbano da rodovia que liga Chapecó a Seara, marcado por uma descida íngreme e por um histórico triste, inclusive com registros de mortes ao longo dos anos.
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À época, a implantação do contorno viário foi vista como uma solução necessária. E, de fato, retirou o tráfego pesado do coração da cidade, reduzindo riscos em uma área central. No entanto, o que se percebe hoje é que o problema não foi eliminado — apenas transferido de lugar.
O pé do contorno viário, na rodovia que liga Seara a Itá, tem se tornado novamente palco de acidentes. Em sua maioria, envolvendo caminhões que enfrentam falhas mecânicas, especialmente a temida falta de freio, verdadeiro vilão desse tipo de ocorrência. A diferença é que agora os acidentes acontecem fora da área central, o que, por sorte, reduz a probabilidade de maior número de vítimas mais graves. Mas isso não pode servir de consolo ou justificativa para a inércia.
Quando acidentes passam a se repetir em um mesmo ponto, é sinal claro de que algo precisa ser revisto. Medidas preventivas existem e são adotadas em diversos locais do país. Entre elas, caixas de brita para contenção, áreas de escape, sinalização mais ostensiva, dispositivos de alerta antecipado e até soluções de engenharia que auxiliem motoristas em situações de emergência.
O poder público precisa olhar para esse trecho com mais atenção. Não é aceitável esperar que os índices de acidentes aumentem para buscar soluções.
A descida termina lá embaixo. E é justamente ali que o risco se concentra. A cidade avançou, mas ainda falta dar o próximo passo para garantir mais segurança a quem passa por ali todos os dias.
A confirmação oficial da captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, anunciada pela Casa Branca e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marca um momento histórico na América Latina.
Após uma mega-operação realizada em território venezuelano, o homem que comandou uma das ditaduras mais cruéis da história em solo latino-americano foi finalmente retirado do poder de fato — e agora deverá enfrentar a fúria da justiça americana.
Maduro é acusado de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico internacional de drogas, importação de cocaína e posse de armamentos de uso restrito, crimes que colocam seu nome no campo da criminalidade internacional. Por anos, essas acusações circularam em investigações e denúncias. Agora, elas passam a ter consequência prática.
É evidente que há interesses geopolíticos envolvidos. A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo. No entanto, reduzir esse episódio apenas a interesses econômicos é fechar os olhos para a interrupção de um regime que destruiu um país inteiro.
Sob o comando de Maduro, a Venezuela mergulhou em miséria, fome, repressão e êxodo em massa. Milhões de pessoas foram privadas do básico — alimento, saúde, segurança e liberdade. Um país rico em recursos naturais foi transformado em um retrato do autoritarismo.
Por isso, a queda de Maduro representa uma vitória não apenas para o povo venezuelano, mas para todos que acreditam em justiça e dignidade humana. É o fim da trajetória de um ditador que governou pelo medo e pela força, e o início — ainda incerto, mas necessário — de uma nova possibilidade para a Venezuela.
O futuro não será simples. A reconstrução exigirá tempo. Mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma chance real de mudança. E, neste momento, o que deve prevalecer não são disputas ideológicas, mas o reconhecimento de que a justiça venceu a tirania. A Venezuela pode, enfim, voltar a sonhar.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.