Afinal houve, de fato, uma tentativa de golpe ou o que vimos foi uma baderna generalizada que fugiu do controle no famigerado 08 de janeiro?
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Se o atual presidente assumiu no dia 01 de janeiro, por que no dia seguinte ainda havia acampamentos em frente a quartéis? Se existia risco institucional, por que não agir imediatamente? Quem tinha autoridade naquele momento não deveria ter tomado providências para evitar qualquer possibilidade de avanço?
Isso não elimina responsabilidades anteriores. É evidente que o ambiente de radicalização já estava formado e que lideranças que inflamavam desconfiança sobre o processo eleitoral contribuíram para o cenário. Também é inegável que houve depredação, vandalismo e que os responsáveis precisam responder por seus atos.
Mas a reflexão apresentada é outra: golpe pressupõe comando, estratégia, articulação institucional. O que se viu foi organização estruturada para tomada de poder ou um ajuntamento desorganizado que terminou em quebra-quebra? Se houvesse real intenção de golpe com apoio de comando militar, por que isso não ocorreu enquanto o então presidente ainda exercia formalmente a chefia das Forças Armadas?
Há culpados? Sem dúvida. Há perguntas ainda abertas? Também. E são essas perguntas que parte da sociedade continua querendo respostas.
Pesquisa Futura/Apex divulgada nesta quinta-feira, 22 de janeiro, indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 48,1% das intenções de voto, contra 41,9% de Lula, uma diferença de 6,2 pontos percentuais.
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O estudo também mostra que Lula seria derrotado em cenários de segundo turno contra outros nomes da oposição, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO). O atual presidente venceria apenas Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS) nessas simulações.
Nos cenários de primeiro turno, Flávio Bolsonaro lidera em três situações testadas, todas sem a presença de Tarcísio de Freitas, que já declarou que não disputará a Presidência em 2026 e anunciou apoio ao senador. Lula aparece na liderança quando há maior número de candidatos alinhados ao bolsonarismo, o que fragmenta os votos da oposição. Ainda assim, todos esses cenários são considerados empates técnicos, devido à margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
A maior diferença registrada contra Flávio no primeiro turno é de 3,7 pontos percentuais, em um cenário que inclui Tarcísio, Caiado, Zema, Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã). Já no único cenário sem empate técnico, Flávio Bolsonaro lidera com 43,8% das intenções de voto, contra 38,7% de Lula, considerando uma disputa com Renan Santos e Eduardo Leite.
A pesquisa ouviu 2.000 brasileiros entre os dias 15 e 19 de janeiro de 2026. O intervalo de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08233/2026. O custo do estudo foi de R$ 160 mil, pago com recursos próprios.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.