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Bolha de calor’ deve perder força no fim de semana, mas nova onda já é prevista

Fenômeno provoca temperaturas extremas no Paraguai e Argentina e influencia estados do Sul e Centro-Oeste do Brasil

Por Redação, Portal 49
18/02/2026 - 18h36
‘Bolha de calor’ já tem data para dar trégua no Brasil - Foto: Reprodução

Uma “bolha de calor” está se intensificando no centro da América do Sul e provocando temperaturas extremas, com marcas entre 43°C e 44°C em áreas do Paraguai e do Norte e Nordeste da Argentina.

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No Brasil, o fenômeno não atinge a mesma intensidade, mas ainda assim provoca elevação significativa nas temperaturas. Segundo o portal Meteored, cinco estados devem sentir maior influência da massa de ar quente:

- Rio Grande do Sul

- Santa Catarina

- Paraná

- Mato Grosso do Sul

- São Paulo

De acordo com o meteorologista Piter Scheuer, a maioria das cidades brasileiras deverá registrar máximas acima dos 30°C. Ele explica que os valores mais extremos ficam concentrados fora do país.

“Não é calor exagerado. A temperatura deve ficar entre 43 e 44°C no Paraguai e na Argentina, mas bem longe do Brasil”, afirma.

O especialista acrescenta que, por aqui, os efeitos são indiretos. “Aqui para nós é um efeito secundário, com temperaturas oscilando entre 33 e 35°C, principalmente no Extremo-Oeste e Norte de Santa Catarina”, alerta.

‘Bolha de calor’ deve enfraquecer no fim de semana

Segundo Scheuer, a bolha de calor associada à onda quente instalada entre Paraguai e Argentina deve permanecer influenciando o Sul do Brasil até quinta-feira (19).

A partir de sexta-feira (20) e ao longo do fim de semana, a tendência é de diminuição na intensidade do fenômeno. Ainda assim, novas ondas de calor são esperadas nas próximas semanas em diferentes regiões do país.

O que provoca a ‘bolha de calor’?

O fenômeno ocorre quando uma massa de ar quente fica aprisionada por um bloqueio atmosférico posicionado entre Argentina e Paraguai.

Esse bloqueio impede o avanço de frentes frias, fazendo com que o ar quente permaneça acumulado por vários dias consecutivos — funcionando como uma espécie de “fornalha” sobre a região.

Como consequência, o calor persiste e aumenta a sensação de abafamento e desconforto térmico.

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