Embarcação produzida em Itajaí marca avanço na modernização da frota e amplia capacidade de defesa naval
Jerônimo de Albuquerque (F201) deve iniciar os testes de mar no segundo semestre de 2026 - Foto: Marinha do Brasil A Marinha do Brasil incorporou à sua esquadra, na última sexta-feira, 24 de abril, a Fragata Tamandaré (F200), considerada o primeiro navio de uma nova geração construída no país. A cerimônia ocorreu na Base Naval do Rio de Janeiro e marcou a transferência da embarcação para o setor operativo.
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Construída em Itajaí, a fragata é a primeira do Programa Fragatas Classe “Tamandaré” (PFCT), desenvolvido em parceria entre a Marinha e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, formada pelas empresas Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa e Segurança e Atech, sob gestão da Emgepron.
Durante o ato, foi assinado o Termo de Armamento, oficializando a incorporação do navio à Armada. Também foram realizados o hasteamento do Pavilhão Nacional e a investidura do comandante, Capitão de Fragata Gustavo Cabral Thomé.
Segundo o Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Arthur Fernando Bettega Corrêa, a entrada em operação da F200 representa um avanço significativo nas capacidades da Esquadra, além de fortalecer o desenvolvimento tecnológico nacional.
A incorporação ocorre em meio à ampliação do programa. Durante a mesma cerimônia, foi firmado um memorando de entendimento para viabilizar a construção de mais quatro fragatas da mesma classe, reforçando a estratégia de modernização da força naval brasileira.
Atualmente, outras três embarcações seguem em construção no estaleiro de Itajaí: Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201), Fragata Cunha Moreira (F202) e Fragata Mariz e Barros (F203). A F201 deve iniciar testes de mar no segundo semestre de 2026.
Projetada para atuar em múltiplos cenários, a Fragata Tamandaré possui capacidade de detectar e neutralizar ameaças aéreas, de superfície e submarinas. O navio conta com mísseis antinavio, sistemas antiaéreos, torpedos e canhões de alta precisão, além de tecnologia avançada de gerenciamento de combate.
A embarcação terá papel estratégico na proteção da chamada “Amazônia Azul”, contribuindo para o monitoramento de rotas marítimas e defesa de infraestruturas essenciais ao comércio exterior brasileiro.