A entrada do deputado estadual Antídio Lunelli na disputa por uma vaga ao Senado, formando base aliada com o senador Esperidião Amin, que vai pra reeleição, mexeu com o tabuleiro político catarinense. Embora a movimentação fortaleça a presença do MDB dentro do projeto liderado por João Rodrigues, ela também levanta um debate importante sobre a divisão de votos no campo político de centro e direita.
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Na minha avaliação, MDB e PSD, apesar de não serem partidos de direita, disputam muito mais o eleitorado de centro, centro-direita e direita do que os votos ligados ao PT. Isso significa que candidaturas como as de Antídio Lunelli e Esperidião Amin tendem a buscar apoio em uma mesma faixa do eleitorado onde também estão Carol De Toni e Carlos Bolsonaro, nomes ligados ao PL e aos demais partidos do bloco conservador.
Com mais candidatos competitivos disputando esse espaço, cresce a possibilidade de fragmentação dos votos. E é justamente nesse cenário que pode surgir uma oportunidade para o PT. Enquanto os votos de centro e direita podem ficar divididos entre vários candidatos, Décio Lima pode se beneficiar de um eleitorado mais consolidado e fiel.
Em 2022, Décio Lima mostrou força eleitoral ao conquistar mais de 700 mil votos e garantiu uma vaga no segundo turno da disputa pelo Governo de Santa Catarina contra Jorginho Mello. Na ocasião, muitos analistas não apostavam em sua classificação para a fase decisiva da eleição.
Por isso, a pré-candidatura de Antídio Lunelli ao Senado pode ter um efeito que vai além do fortalecimento da chapa de João Rodrigues. Dependendo de como a disputa se desenrolar, a principal beneficiada pela pulverização dos votos do centro e da direita pode ser justamente a candidatura de Décio Lima.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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