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Morre aos 70 anos Guerrinha, um dos principais nomes do jornalismo esportivo gaúcho

Comentarista da Rádio Gaúcha estava internado desde domingo, em Porto Alegre, após uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado

Por Redação, Portal 49
28/10/2026 - 08h26
Jornalista, radialista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho - Foto: Reprodução

O jornalista, radialista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, morreu na madrugada desta quarta-feira, 28 de ooutubro, aos 70 anos, em Porto Alegre. Um dos nomes mais conhecidos da comunicação esportiva do Rio Grande do Sul, ele estava internado desde domingo, 25, no Instituto de Cardiologia, após apresentar uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.

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Com mais de cinco décadas dedicadas ao jornalismo, Guerrinha construiu uma trajetória marcada pelo humor, pelas opiniões contundentes e pelos bordões que se tornaram conhecidos entre os torcedores gaúchos. Integrante do Grupo RBS, ganhou destaque especialmente nas transmissões esportivas da Rádio Gaúcha e no tradicional programa Sala de Redação.

A carreira começou na década de 1970, com a cobertura de corridas de cavalos, modalidade pela qual cultivava uma paixão desde a infância. Filho do radialista Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, iniciou sua trajetória na imprensa escrita, passando por veículos como Folha da Manhã, Correio do Povo e Zero Hora.

Na década de 1990, passou a atuar diretamente na cobertura do futebol, acompanhando o cotidiano do Internacional. Em 1999, estreou na Rádio Gaúcha, onde consolidou sua presença como comentarista esportivo.

A partir de 2004, tornou-se integrante do Sala de Redação, programa no qual permaneceu por mais de duas décadas. Torcedor declarado do Internacional, Guerrinha conquistou reconhecimento também entre os gremistas pela irreverência e pela maneira direta de analisar o futebol.

Entre suas marcas registradas estava a chamada "Lei Guerrinha", expressão utilizada para ironizar decisões de treinadores que alteravam equipes mesmo quando apresentavam bons resultados. O comentarista também participou de programas de televisão e assinou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho.

A morte representa uma perda significativa para a imprensa esportiva do Sul do Brasil, especialmente para gerações de ouvintes que acompanharam suas análises e comentários sobre a dupla Gre-Nal.

Guerrinha deixa a esposa, duas filhas e três netos. Até a manhã desta quarta-feira, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e as cerimônias de despedida.

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