Fenômeno pode provocar chuvas acima da média e aumentar o risco de temporais e enchentes no Sul do Brasil
A projeção é de que o fenômeno permaneça ativo até o outono de 2027 - Foto: Reprodução A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos, elevou para 81% a probabilidade de o El Niño atingir a categoria de "super" em 2026. A atualização foi divulgada nesta quinta-feira, 09 de julho, e reforça a possibilidade de um dos eventos climáticos mais intensos dos últimos anos.
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No boletim anterior, publicado em junho, a chance era de 63%. Com a nova análise das condições do Oceano Pacífico e da atmosfera, os pesquisadores também anteciparam a previsão para o pico do fenômeno, que agora deve ocorrer entre os meses de outubro e dezembro de 2026. Antes, a expectativa era de que a intensidade máxima fosse registrada entre novembro e janeiro.
Segundo a NOAA, o fortalecimento do El Niño é sustentado por fatores como o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e o comportamento dos ventos, que indicam uma intensificação gradual nos próximos meses.
A projeção é de que o fenômeno permaneça ativo até o outono de 2027, influenciando o clima em diversas regiões do planeta. No Sul do Brasil, o El Niño costuma provocar aumento no volume de chuvas, favorecendo a ocorrência de temporais, alagamentos, enchentes e deslizamentos, principalmente durante a primavera e o verão.
Especialistas recomendam que órgãos de defesa civil, produtores rurais e a população acompanhem as atualizações meteorológicas, já que a intensidade do fenômeno pode trazer impactos significativos para diferentes setores.