Ação contou com apoio do Gaeco de Santa Catarina e apura crimes praticados contra uma vítima de 12 anos
Todo o material apreendido em Santa Catarina será encaminhado ao Rio Grande do Sul - Foto: Reprodução O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Santa Catarina prestou apoio à Operação Nuremberg, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema.
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A investigação apura crimes de aliciamento e extorsão praticados no ambiente digital contra uma adolescente de 12 anos, moradora de Carazinho, no Norte gaúcho.
O principal alvo da operação é um jovem de 19 anos residente em Xanxerê. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, ele teria se aproximado da vítima por meio das redes sociais, estabelecendo contato e criando uma relação de confiança antes da suposta prática criminosa.
De acordo com os investigadores, o suspeito teria exigido conteúdos íntimos e vantagens indevidas mediante ameaças.
As apurações apontam o uso de práticas conhecidas como grooming, que consiste na manipulação de vítimas para obtenção de imagens íntimas; doxing, relacionado à ameaça de divulgação de informações pessoais; e stalking, caracterizado pela perseguição contínua da vítima.
Mandados de busca foram cumpridos em Xanxerê com o objetivo de recolher equipamentos, documentos e outros materiais que possam auxiliar no avanço das investigações. Todo o material apreendido em Santa Catarina será encaminhado ao Rio Grande do Sul, onde passará por perícias técnicas para análise dos dados coletados.
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, já existem indícios de que o investigado possa ter praticado os mesmos crimes contra outras vítimas.
As autoridades trabalham agora na coleta de novas provas, na identificação de possíveis vítimas e no esclarecimento completo da atuação do suspeito.