Crime ocorreu em janeiro, na residência do casal, na presença dos três filhos
Ministério Público pediu aumento de pena e indenização mínima de R$ 50 mil aos descendentes - Foto: Reprodução O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou, na última sexta-feira, 06 de fevereiro, um homem acusado de estrangular e matar a companheira em Maravilha, no Oeste catarinense. O crime teria ocorrido na madrugada de 25 de janeiro, na residência onde o casal morava com os três filhos menores de idade. O suspeito está preso preventivamente.
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De acordo com a denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Maravilha, a vítima teria sido morta por estrangulamento com o uso de uma corda enquanto dormia ao lado de um dos filhos. A criança só teria sido retirada do quarto após o crime. Os outros dois filhos também estavam na casa no momento do ocorrido. Após o feminicídio, o acusado teria trancado o quarto e deixado a residência, permanecendo os filhos no local.
Além do crime de feminicídio, o Ministério Público apontou quatro causas de aumento de pena: o fato de o crime ter sido cometido contra a mãe dos filhos do denunciado, na presença das crianças, mediante meio cruel e com recurso que dificultou ou impediu a defesa da vítima. A Promotoria sustenta que o homicídio foi motivado por desentendimento prévio e praticado no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O acusado também foi denunciado por ameaçar de morte dois amigos da vítima. O MPSC solicitou ainda a fixação de indenização mínima de R$ 50 mil em favor dos descendentes, a título de reparação por danos morais.
O promotor de Justiça Vanderley Bolfe destacou a necessidade de enfrentamento à violência de gênero. “A transformação cultural é um processo árduo, mas perfeitamente viável quando a sociedade e o poder público caminham em uníssono. Precisamos consolidar a premissa de que nenhuma justificativa – seja o ciúme ou a posse – autoriza a agressão”, afirmou.
Este é o segundo caso de feminicídio registrado em Maravilha em menos de seis meses. Em agosto do ano passado, uma mulher foi morta a tiros pelo ex-companheiro em um estabelecimento comercial no Centro do município. O promotor reforçou o alerta à comunidade. “A omissão é a antessala da tragédia. É dever de cada cidadão romper o silêncio, vigiar e denunciar. Não podemos permitir que a indiferença faça novas vítimas”, declarou.