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Morte registrada como suicídio há dois anos é reclassificada como feminicídio

Investigação técnica apontou homicídio e tentativa de encobrimento

Por Redação, Portal 49
14/02/2026 - 10h46
Suspeito desligou câmeras da residência - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu preventivamente, na noite desta sexta-feira, 13 de fevereiro, um homem de 37 anos suspeito de assassinar a companheira e simular a cena do crime como suicídio. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia de Fronteira de São Lourenço do Oeste, com apoio da Central de Plantão Policial e da Delegacia de Investigação Criminal. O caso ocorreu em dezembro de 2023, no interior de Jupiá, no Oeste catarinense.

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A vítima, de 34 anos, foi encontrada morta no banheiro da residência onde morava com o companheiro. À época, a ocorrência foi inicialmente registrada como suicídio. No entanto, a investigação conduzida ao longo de mais de dois anos concluiu que se tratava de feminicídio, seguido de uma tentativa de encobrimento.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito desligou o sistema de monitoramento da residência minutos após chegar com a vítima, com o objetivo de eliminar registros visuais da agressão. Durante o inquérito, foram realizados exames necroscópicos e toxicológicos, além de análises forenses em dispositivos eletrônicos. Os laudos indicaram manipulação de evidências digitais e apontaram um padrão de comportamento controlador por parte do investigado.

Ao todo, 24 depoimentos foram colhidos, além da oitiva especializada do filho da vítima — uma criança — realizada conforme protocolos específicos de proteção. As apurações também identificaram um histórico de violência doméstica, marcado por ciúmes excessivos, ameaças e versões contraditórias apresentadas pelo suspeito ao longo da investigação.

Com base no conjunto de provas, a autoridade policial indiciou o homem por homicídio qualificado — por motivo fútil, emprego de asfixia, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio — além do crime de fraude processual.

A Polícia Civil destacou que o caso reforça a importância de investigações técnicas aprofundadas, especialmente em ocorrências inicialmente tratadas como mortes autoprovocadas em contextos de violência doméstica. O inquérito foi encaminhado ao Judiciário, que decretou a prisão preventiva do suspeito.

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