Novo caso foi identificado em Nova Erechim e envolve 9,6 mil aves
Equipes de defesa sanitária intensificaram o monitoramento e já vistoriaram mais de 680 propriedades na região - Foto: Reprodução Santa Catarina confirmou o terceiro foco da Doença de Newcastle no Oeste do estado. O novo registro ocorreu em Nova Erechim, em uma propriedade com aproximadamente 9,6 mil aves que não apresentavam sintomas da doença. A confirmação levou à ampliação das ações de vigilância e controle sanitário para evitar a disseminação do vírus na região.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Com a identificação do novo foco, as equipes de defesa sanitária ampliaram o perímetro de monitoramento em aproximadamente 9,5 quilômetros. As medidas incluem fiscalização de propriedades, acompanhamento dos plantéis e procedimentos de desinfecção.
Os dois primeiros focos foram registrados nos municípios de Nova Itaberaba e Coronel Freitas. Em Nova Itaberaba, onde a doença foi confirmada em 18 de outubro, os trabalhos de controle sanitário foram concluídos e a propriedade entrou no período de vazio sanitário, quando permanece sem aves após os procedimentos de limpeza e desinfecção.
Já em Coronel Freitas, o segundo foco foi confirmado em 24 de outubro. No local, as equipes concluíram a retirada e o enterro sanitário dos perus e deram continuidade à limpeza e desinfecção das instalações.
Mais de 680 propriedades foram vistoriadas
Entre os dias 20 e 26 de outubro, os profissionais de defesa sanitária realizaram inspeções em 684 propriedades, sendo 133 estabelecimentos comerciais e 551 criações de subsistência.
A vigilância ativa inclui visitas técnicas, avaliação das condições sanitárias e coleta de amostras, inclusive em propriedades onde as aves não apresentam sinais clínicos da doença.
A operação também conta com quatro barreiras sanitárias, responsáveis pela fiscalização e desinfecção de veículos, com o objetivo de reduzir o risco de transporte do vírus entre propriedades.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar prejuízos significativos à produção avícola.
As autoridades sanitárias seguem monitorando a situação para conter a circulação do vírus e proteger a avicultura catarinense, uma das principais atividades econômicas do Oeste de Santa Catarina.
O Ministério da Agricultura e Pecuária reforçou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações à população. Já os produtores devem comunicar imediatamente qualquer suspeita da doença à Cidasc ou pelo sistema e-Sisbravet.