Decisão atende recurso do Ministério Público de Santa Catarina
Médico é preso acusado de abusar de 10 pacientes em SC - Foto: Imagem gerada por IA Um médico denunciado por abusar de pacientes em Catanduvas, no Meio-Oeste catarinense, teve a prisão preventiva decretada após recurso do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A decisão foi tomada em segunda instância, revertendo entendimento anterior que havia negado o pedido de prisão.
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A denúncia foi apresentada em novembro de 2025 pela Promotoria de Justiça da Comarca de Catanduvas. Conforme o MPSC, o profissional se valia da relação de confiança estabelecida com as pacientes para simular exames médicos e obter vantagem sexual, tocando partes íntimas das vítimas sem justificativa clínica.
O promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior afirmou que a prisão é necessária para garantir a segurança das pacientes. Segundo ele, o Ministério Público defendeu a medida desde o início das investigações.
“Se nem mesmo o compromisso ético assumido perante a Medicina impediu o acusado de violar a dignidade sexual de inúmeras mulheres, não é o mero afastamento profissional que irá inibir novos crimes em outros contextos”, declarou.
Supostos exames sem justificativa
De acordo com a denúncia e com as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina, o médico não é ginecologista. Ainda assim, realizava supostos exames invasivos sem respaldo técnico, tocava a região íntima das pacientes sem autorização e solicitava que mostrassem os seios sem necessidade médica, além de fazer comentários de natureza sexual durante as consultas.
Segundo o Ministério Público, o profissional levava as vítimas a acreditarem que os atos faziam parte de procedimentos médicos legítimos, quando, na realidade, simulava exames clínicos com o objetivo exclusivo de praticar atos libidinosos.
O caso segue em tramitação na Justiça.