Ré criou identidade falsa e foi acolhida como filha, recebendo moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados
A mulher foi condenada pelos crimes de estelionato e falsa identidade - Foto: Reprodução Uma mulher foi condenada pela Justiça em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após criar uma identidade falsa e se passar por adolescente para ser acolhida por uma família. Segundo o processo, a fraude foi mantida por aproximadamente 14 meses.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Durante esse período, a mulher recebeu moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados, além de ser tratada como filha pelos integrantes da família.
Conforme a investigação, a ré apresentou informações falsas sobre a própria idade e relatou situações de vulnerabilidade para sustentar a identidade fictícia. A fraude acabou sendo descoberta posteriormente.
Entre as provas consideradas pela Justiça estão documentos, depoimentos das vítimas e de testemunhas, uma perícia realizada no celular apreendido e a própria admissão da mulher de que utilizava nome e idade falsos.
De acordo com a sentença, a identidade criada possibilitou que a ré obtivesse benefícios materiais, uma vez que as despesas relacionadas à sua subsistência foram custeadas pela família durante o período em que permaneceu na residência.
A mulher foi condenada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. A pena foi fixada em um ano, seis meses e 10 dias de reclusão, além de quatro meses e 18 dias de detenção, em regime inicial semiaberto.
A sentença também manteve a prisão preventiva da ré e determinou que ela não poderá recorrer em liberdade. O processo tramita em segredo de Justiça.