Estado conta com 170 geradores em operação e prevê investimento de cerca de R$ 12 milhões para expansão a novos municípios
Atualmente, o sistema está em funcionamento em 13 municípios catarinenses - Foto: Reprodução O Governo de Santa Catarina segue ampliando o Sistema Antigranizo como forma de reduzir os prejuízos causados por tempestades, principalmente nas regiões produtoras do Estado. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em convênio com prefeituras municipais.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Atualmente, o sistema está em funcionamento em 13 municípios catarinenses, por meio dessas parcerias. Para os próximos anos, está prevista a ampliação com a instalação e operacionalização do sistema em outras 13 cidades, fortalecendo a proteção das lavouras contra o granizo.
De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, Santa Catarina é referência no uso dessa tecnologia preventiva. “Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destacou.
Atualmente, o sistema está implantado nos municípios de Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.
Para 2026, está prevista a implantação em outros 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento estimado para essa expansão é de aproximadamente R$ 12 milhões, além da atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.
Somente em 2025, foram repassados cerca de R$ 2,2 milhões em convênios para a operacionalização do sistema nos municípios participantes. No ano passado, o programa também foi ampliado para Ibiam e Arroio Trinta.
O Sistema Antigranizo começou a operar em Santa Catarina em 1989 e utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata, lançando o composto nas nuvens carregadas. O objetivo é modificar a formação das pedras de gelo, fazendo com que grandes blocos de granizo se transformem em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair em forma de água supergelada.
Segundo o meteorologista João Luís Rolim, diretor da empresa AGF Antigranizo Fraiburgo, responsável pela operação do sistema, o método atua diretamente na formação do granizo dentro das nuvens. “O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explicou.
Inicialmente, o sistema foi criado para proteger a cultura da maçã, por iniciativa da cadeia produtiva do setor. Com os resultados positivos para os agricultores, o método foi ampliado para outras culturas e regiões produtoras do Estado. Atualmente, Santa Catarina conta com 170 geradores em operação, contribuindo para reduzir tanto a área atingida pelas tempestades quanto o tamanho das pedras de granizo, fator essencial para minimizar os prejuízos no campo.