Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que o estado lidera ranking nacional com 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2025
Amapá permaneceu como o estado mais violento do Brasil - Foto: Reprodução Santa Catarina passou a ocupar a primeira posição entre os estados brasileiros com a menor taxa de mortes violentas intencionais. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado nesta quinta-feira, 23 de julho, e mostram que o estado registrou 7,6 mortes por 100 mil habitantes, superando São Paulo, que apresentou índice de 7,8.
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É a primeira vez, desde o início da série histórica em 2014, que São Paulo deixa a liderança desse indicador.
De acordo com o levantamento, Santa Catarina reduziu sua taxa de mortes violentas de 8,6 para 7,6 por 100 mil habitantes entre 2024 e 2025. No mesmo período, São Paulo também apresentou queda, passando de 8,2 para 7,8.
O anuário revela ainda que o Brasil registrou, em 2025, a menor taxa de mortes violentas desde o início da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, iniciada em 2012. O índice nacional ficou em 19,1 mortes por 100 mil habitantes, a primeira vez abaixo da marca de 20.
Segundo o gerente de programas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, David Marques, fatores como o porte territorial de Santa Catarina e as políticas públicas de segurança implementadas ao longo dos últimos anos ajudam a explicar o desempenho do estado. O especialista destaca que Santa Catarina e São Paulo tradicionalmente figuram entre os estados menos violentos do país e que o modelo catarinense pode servir de referência para outras unidades da federação.
Na outra ponta do ranking, o Amapá permaneceu como o estado mais violento do Brasil pelo segundo ano consecutivo, com 42,5 mortes violentas por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem a Bahia, com índice de 36,8, e o Ceará, com 34,7 mortes por 100 mil habitantes.
Ao todo, 19 estados e o Distrito Federal registraram redução nos índices de mortes violentas em 2025, enquanto sete estados apresentaram aumento.
Apesar da melhora nos indicadores de homicídios, o anuário aponta crescimento em outros tipos de violência. Os feminicídios atingiram o maior número da série histórica, com média de quatro mulheres assassinadas por dia. O estudo também registrou aumento nos casos de violência psicológica contra mulheres, perseguição (stalking), descumprimento de medidas protetivas, produção e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além do avanço dos registros de bullying e cyberbullying entre adolescentes.
Outro dado destacado é o crescimento da população carcerária brasileira. O sistema prisional alcançou cerca de 964 mil pessoas privadas de liberdade, com projeção de ultrapassar um milhão de presos até 2027, caso a tendência atual seja mantida.