Município está entre os alvos de apuração que investiga divergências entre valores declarados e movimentações em cartões de crédito
Os valores sob investigação variam entre R$ 30 mil e R$ 908 mil por empresa - Foto: Reprodução Uma empresa de Seara está entre as 34 notificadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em uma investigação que apura possíveis crimes contra a ordem tributária em municípios do Oeste catarinense.
A apuração é conduzida pela Promotoria de Justiça Regional da Ordem Tributária de Chapecó e teve início após a Fazenda Pública Estadual identificar divergências entre os valores de ICMS declarados pelas empresas e os montantes movimentados por meio de operadoras de cartão de crédito.
Além de Seara, a investigação envolve empresas localizadas em Concórdia, Chapecó, Cunha Porã, Maravilha, Modelo, Pinhalzinho, São Domingos, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste e Xanxerê.
Segundo o Ministério Público, os indícios apontam para possíveis práticas de omissão de receitas, declarações falsas, fraudes em documentos fiscais e outras irregularidades que podem ter sido utilizadas para reduzir ou evitar o pagamento de tributos.
As empresas investigadas atuam em diferentes segmentos do comércio e serviços, incluindo supermercados, farmácias, postos de combustíveis, restaurantes, pizzarias, lojas de móveis, vestuário, informática, autopeças e eletrônicos.
De acordo com os dados levantados, os valores sob investigação variam entre R$ 30 mil e R$ 908 mil por empresa. Somadas, as divergências identificadas ultrapassam R$ 8,2 milhões.
O promotor de Justiça Fabiano David Baldissarelli destaca que a sonegação fiscal prejudica a arrecadação pública e gera desequilíbrio no mercado, ao criar vantagens indevidas para empresas que não cumprem suas obrigações tributárias.
As empresas notificadas deverão regularizar a situação junto à Fazenda Pública Estadual. Os responsáveis também poderão procurar a Promotoria Regional da Ordem Tributária de Chapecó para tratar dos procedimentos relacionados ao caso.
Até o momento, o Ministério Público não divulgou os nomes das empresas investigadas.