Operação Mercado Oculto investiga suposto esquema envolvendo empresas e lavagem de dinheiro
Justiça determinou bloqueio de até R$ 8,9 milhões em bens e ativos - Foto: Reprodução O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 02 de setembro, a Operação Mercado Oculto, que cumpre mandados de busca e apreensão em diversos municípios de Santa Catarina e do Paraná, incluindo Concórdia, Ipumirim, Irani e Seara.
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A ação ocorre em apoio à 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó e investiga uma suposta estrutura empresarial e familiar que teria utilizado diferentes empresas para ocultar a existência de um grupo econômico, reduzir ou suprimir o pagamento de tributos e realizar operações que podem caracterizar lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram expedidos 31 mandados de busca e apreensão. Em Santa Catarina, as diligências ocorrem em municípios como Concórdia, Chapecó, Capinzal, Catanduvas, Ipumirim, Irani, Joaçaba, Seara, Xanxerê e Xaxim. No Paraná, a operação também ocorre em Dois Vizinhos e Palmas.
Durante as buscas, as equipes procuram documentos, equipamentos eletrônicos e registros contábeis, fiscais e financeiros que possam contribuir para esclarecer o funcionamento do suposto esquema.
Justiça determina bloqueio de até R$ 8,9 milhões
Um dos principais desdobramentos da investigação envolve a região de Concórdia. A pedido do Ministério Público, o Juízo da Vara Regional de Garantias da Comarca de Concórdia determinou o sequestro de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 8,9 milhões.
O montante corresponde à estimativa do prejuízo tributário que está sendo apurado durante a investigação.
A operação também apura possíveis movimentações patrimoniais envolvendo imobiliárias, construtoras e empresas do setor de veículos. O objetivo é identificar eventual ocultação de patrimônio e verificar quem seriam os beneficiários das transações investigadas.
O processo tramita em sigilo. Até o momento, o Ministério Público não divulgou a identidade dos investigados nem detalhes sobre os endereços onde os mandados foram cumpridos.