A repercussão do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil levanta uma primeira e fundamental indagação: a motivação foi política ou estritamente comercial? A resposta está na própria postagem do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, braço direito de Trump, senador que tem origem em família cubana e cotado para formar dobradinha com o vice-presidente na sucessão de 2028. Rubio responsabilizou diretamente o governo Lula por ter criado as condições para o tarifaço. Ficou claro: foram as duas motivações juntas, a comercial e a política.
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Porque Lula queria esse tarifaço. Queria ter palanque. Queria o discurso fácil contra o imperialismo americano, contra Trump, contra o inimigo externo. Os empresários que se danem. O que interessa são mais quatro anos, simples assim. Só que se deu muito mal. Não esperavam que o secretário de Estado fizesse uma postagem pública responsabilizando o presidente. E agora, na guerra das narrativas ao longo da campanha eleitoral, esse tiro vai voltar contra quem o disparou.
Pesquisas de conveniência
Pesquisas mostram que a maior parte da população responsabiliza Flávio Bolsonaro pelo tarifaço. Que pesquisas? Quem as contratou? Quais interesses estão por trás dos institutos? A resposta já se conhece. Tanto a questão do Banco Master quanto a do tarifaço vão ficar empatadas no imaginário popular. O desempate virá por outro caminho, e esse caminho leva direto ao governo Lula.
A bomba fiscal
O desempate real virá pela questão fiscal. O estouro da boiada. A gastança deliberada que mantém os juros elevados, desarranja a economia, eleva os preços e corrói o poder aquisitivo. Quem paga na ponta é o trabalhador, o assalariado, o empreendedor, o empresário massacrado por uma carga tributária desumana. A situação econômica do país, de responsabilidade exclusiva deste governo, é que vai derrotá-lo nas urnas.
Flávio não é o ideal, mas é o necessário
Não que Flávio Bolsonaro seja uma grande alternativa. Longe disso. O grande nome seria Tarcísio de Freitas. Mas essa família Bolsonaro é complicada, enrolada, um abestalhado maior do que o outro. Não importa. O que o Brasil precisa hoje é se livrar do PT e da esquerda, que querem quanto pior melhor. Flávio Bolsonaro vai ser eleito no eixo da exclusão, na rejeição a Lula e ao seu governo. É uma eleição por descarte, não por entusiasmo.
Um país à beira do precipício
Se Flávio ganhar, e a tendência é essa, vai pegar um país semiquebrado. Não quebrado de vez, porque o Brasil é forte demais para isso, mas semiquebrado. A cada dia, um número maior de recuperações judiciais. A cada dia, mais empresas fechando as portas. Terra arrasada deliberada.
O projeto da esquerda
E se Lula se reeleger? É exatamente isso que ele quer. Terra arrasada. Quebradeira generalizada. Para que o pobre dependa do governo e o empresariado seja aniquilado. Porque o propósito da esquerda, do socialismo, do comunismo, é esse: um Estado forte e uma iniciativa privada desmobilizada, exterminada. É o manual. É o projeto. Sempre foi.
A conta vai chegar
Mas tudo leva a crer que vão pagar muito caro nas urnas pelos excessos cometidos em mais de duas décadas. O brasileiro está acordando. E outubro está chegando.
A ofensiva dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino na direção do PL não é coincidência. É estratégia. Alexandre, o pequeno, quer alcançar o presidenciável Flávio Bolsonaro, querendo caracterizar propaganda eleitoral antecipada pela divulgação de uma carta do pai, Jair, dirigida a ele, deixando claro que é o único porta-voz do ex-presidente.
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O objetivo, nos bastidores de Brasília, é voz corrente: tornar Flávio Bolsonaro inelegível. Tirá-lo da disputa sucessória presidencial. Mais um capítulo da perseguição patológica à família Bolsonaro. Já condenou Jair por um golpe de Estado inexistente, sem motivação real e efetiva. Condenou Eduardo, o 03, que está nos Estados Unidos, por supostamente ter desencadeado uma ofensiva contra autoridades brasileiras. Surreal. E com detalhe: Alexandre se coloca como vítima do mesmo processo em que atua como relator, promotor, xerife, delegado, investigador e juiz. Tudo ao mesmo tempo. Uma criatividade impressionante para uma figura só.
Dino mira Valdemar
Já Flávio Dino, o insignificante, tem outro alvo: Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL. A intenção é desestabilizar a sigla, retirar do Congresso o controle das emendas parlamentares e devolver esses recursos ao governo que ele ainda representa dentro da toga.
Sem freio, sem limite
O que chama atenção é que os dois atuam com autonomia ilimitada porque simplesmente não são contidos. Nem pelos pares, nem pelo Congresso, especialmente o Senado, que aprova a chegada de ministros ao Supremo mas não diz nada depois. Porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mais sujo do que pau de galinheiro, deve tudo ao Supremo, sem o qual processos seriam abertos contra ele. E nem os pedidos de impeachment avançam para sinalizar que eles não podem tudo.
Pesquisas de encomenda
E aí entram as pesquisas de opinião, manipuladas em sua esmagadora maioria, dando que Lula da Silva retomou a aprovação do governo. Desde dezembro de 2024 a desaprovação era maior do que a aprovação, mas agora as curvas teriam se cruzado. Nem a velhinha de Taubaté acredita nessa conversa. Esse conto da carochinha prevalece nos principais veículos de comunicação do país, abastecidos de publicidade oficial bilionária. Está tudo certo. Está tudo comprado.
Redes sociais no alvo
E ainda querem censurar as redes sociais, único espaço genuinamente democrático, porque não controlado inteiramente pelas verbas oficiais. A internet é ampla demais. É muito mais difícil controlar do que pegar sete ou oito grandes veículos e dominá-los à base do dinheiro público. Mas a tentativa está em curso.
O rolo compressor de 22 pode voltar
Estamos na iminência das convenções homologatórias e, a partir do dia 16 de agosto, da campanha propriamente dita. E tudo indica que o rolo compressor de 2022 poderá se repetir em 2026. Alexandre de Moraes não está mais à frente da Justiça Eleitoral, é verdade. Mas ele, Gilmar Mendes e Dino pretendem abafar o comando da Justiça Eleitoral, trazendo para o Supremo a última palavra. Com a postura já conhecida de uma atuação tendenciosa, parcial, capciosa e vergonhosa.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.