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Propaganda no ar e Jorginho em patamar histórico

Por Cláudio Prisco Paraíso
29/08/2026 - 08h48

Nesta sexta-feira foi deflagrada a propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão. Entramos na última etapa da campanha eleitoral, aquela que gera mais visibilidade dos candidatos perante o eleitorado. É o momento de cada partido, cada candidato e cada coligação colocar as cartas na mesa. Não apenas detalhando propostas e se apresentando enquanto candidato, mas também buscando estabelecer as diferenças em relação aos adversários, procurando demonstrar que representa a solução mais palatável para o eleitor, seja no governo do estado, no Senado, na Câmara Federal ou na Assembleia Legislativa.

O maior favoritismo

O Instituto Quest realizou pesquisas em 23 das 27 unidades federadas e o resultado foi revelador: no ranking da maior vantagem entre os candidatos que despontam na disputa pelo governo, Jorginho Mello aparece em primeiro lugar, com a maior dianteira entre todos os estados pesquisados. Cinquenta por cento para o governador, 17% para João Rodrigues, 4% para Gelson Merísio e percentuais insignificantes para os demais. Somando todos os concorrentes do atual governador, chegam a 26%. Jorginho tem quase o dobro de todos somados. Por ora, eleição de turno único assegurada com relativa tranquilidade.

Flávio com 45%, Lula com 20%

Na disputa pela presidência da República, Flávio Bolsonaro bate nos 45% em Santa Catarina, cinco pontos a menos do que Jorginho Mello. Lula da Silva tem apenas 20%, menos da metade do presidenciável do PL. Números que confirmam a tendência conservadora do eleitorado catarinense e a força da verticalização entre os dois campos.

A aposta dos 70%

Jorginho está convicto de que vai repetir no primeiro turno de 2026 o resultado que obteve no segundo turno de 2022, chegando a 70% dos votos válidos. Em 2022, no segundo turno, Jair Bolsonaro fez 69%. Voto casado, sincronia perfeita. E Jorginho acredita que Flávio chega aos 60% dos votos válidos, portanto nove pontos a menos do que seu pai.

Flávio abaixo do pai

Todos os veículos de comunicação têm apontado que Flávio está longe do desempenho do pai no Sul do país. Há um certo exagero nessa leitura. Em Santa Catarina, seriam menos de dez pontos de diferença em relação a Bolsonaro em 2022. No Paraná, Flávio tem 41% contra 25% de Lula. No Rio Grande do Sul, Flávio com 34% e Lula com 28%. Não será uma perda estratosférica no Sul. O que ele eventualmente perder aqui, terá que cobrir em outros estados. A campanha mal começou.

Jorginho deixa o governo, apostando em vitória consagradora

Por Cláudio Prisco Paraíso
28/08/2026 - 07h53

A Assembleia Legislativa aprovou ontem a licença de Jorginho Mello da administração estadual a partir do próximo dia 31. Ele terá ainda quatro dias de atividades como governador e, a partir de segunda-feira, dedica-se exclusivamente à campanha eleitoral. O governador sai do cargo com a convicção de que o resultado de outubro vai surpreender até os mais otimistas do seu campo.

55% nos votos totais, 70% nos válidos

Em conversas reservadas nos últimos dias, Jorginho Mello tem se revelado animado quanto ao resultado das eleições em Santa Catarina. Aposta que o pleito ao governo do estado será liquidado no primeiro turno, com ele totalizando entre 55% e 56% dos votos totais. Nos válidos, a projeção é de 70% para a sua recondução. Números que, se confirmados, colocariam essa eleição num patamar histórico.

Flávio um pouco abaixo de Bolsonaro em 22

Reconhece que, diferentemente do que ocorreu com Jair Bolsonaro em 2022, desta vez Flávio também terá uma votação e uma vitória expressiva em Santa Catarina, mas um pouco abaixo. A projeção é de cerca de 60% nos votos válidos para o presidenciável do PL. Uma margem considerável, mas inferior à avalanche bolsonarista dos últimos dois pleitos: respectivamente 75% e 69%.

Carlos e Carol no Senado, Amin correndo por fora

Na disputa ao Senado, levando em conta os números da urna eletrônica e o crescimento nacional de Flávio Bolsonaro, Jorginho aposta que a primeira vaga ficará com Carlos Bolsonaro e a segunda com Carol De Toni. Reconhece uma perseguição dura do atual senador Esperidião Amin, mas ainda assim acredita na eleição dos dois senadores liberais. Uma dobradinha que, se confirmada, seria mais um capítulo da dominância do campo bolsonarista em Santa Catarina.

11 dos 16 na Câmara Federal

Na disputa à Câmara Federal, das 16 vagas disponíveis, Jorginho projeta que o PL elegerá 7. Somando mais um do Podemos, um do Novo e dois do Republicanos, a sua coligação ficaria com 11 dos 16 deputados federais catarinenses. Uma hegemonia que refletiria diretamente a força da verticalização com o campo bolsonarista no plano nacional.

14 pelo PL e 26 alinhados na Assembleia

Na Assembleia Legislativa, o PL, que elegeu 11 deputados estaduais na última eleição, calcula um salto para 14. Mas o número que mais impressiona é outro: somando os deputados dos partidos da aliança e outros simpatizantes, mesmo aqueles cujos partidos estão em coligações adversárias mas que respaldam o governador pessoalmente, Jorginho espera contar com 26 deputados. Diante disso, a tendência é de um grande acordo dividindo a presidência da Assembleia em quatro períodos de um ano cada, contemplando PL, MDB ou PP, Republicanos, Podemos e Novo.

A eleição mais arrasadora da história recente

Jorginho Mello está convencido de que essa eleição será a mais arrasadora de um partido político e de uma coligação na história recente da política de Santa Catarina, tendo como parâmetro o restabelecimento das eleições diretas e o processo de redemocratização a partir de 1982. Uma afirmação de peso, considerando tudo que esse estado já viveu eleitoralmente nas últimas quatro décadas.

2030 começa a ser desenhado

E já projeta o que vem depois. A partir de 2030, na visão do governador, Santa Catarina vai viver um novo momento, uma nova reaglutinação de forças, tanto no contexto partidário quanto no eleitoral. O ciclo que começa agora não é apenas uma reeleição. É o início de um novo capítulo na política catarinense.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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