A família Bolsonaro está sendo perseguida pelo Supremo Tribunal Federal? Fato ou versão especulatória? Vamos aos fatos. Jair Bolsonaro está recolhido à carceragem da Polícia Federal, com uma pena superior a 27 anos, por ter patrocinado um golpe de Estado. Estamos até hoje querendo encontrá-lo, o tal golpe de 8 de janeiro.
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Mas o ex-presidente já havia sido condenado no Tribunal Superior Eleitoral. Portanto, somando as penas, ele está inelegível até 2060. Estamos falando em 35 anos. Como ele tem 70, teria que bater nos três dígitos e ser candidato centenário para voltar a disputar eleições no Brasil. Sem sombra de dúvidas, Bolsonaro é um sujeito de altíssima periculosidade, um dos mais perigosos deste país — não é mesmo? Ele recebeu essas penas dos mesmos juízes que soltam, a torto e a direito, bandidos da pior espécie, como traficantes e corruptos confessos.
Logo na sequência das penas impostas a Bolsonaro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade — sempre por ele, Alexandre de Moraes — resolveu transformar Eduardo Bolsonaro, deputado que se encontra desde o início do ano nos Estados Unidos, em réu.
Além-mar
O parlamentar é acusado de trabalhar, nos Estados Unidos, contra magistrados e autoridades brasileiras. Nosso país está sancionado por tarifas e tem autoridades sancionadas das mais variadas formas.
Bola da vez
E agora, como o primogênito Flávio, senador pelo Rio, transformou-se no porta-voz e interlocutor de Jair Bolsonaro, já entrou no radar do Supremo para ser igualmente alcançado pelas garras de Alexandre de Moraes. Ou seja, o regime já tornou o pai inelegível e quer que os outros dois também se tornem inabilitados a participar das urnas. Tudo democraticamente e absolutamente dentro da lei (ironia, é óbvio, caro leitor).
Mais dois
Para fechar o cerco, é preciso alcançar também o vereador carioca Carlos Bolsonaro e o vereador por Balneário Camboriú, Jair Renan. De forma cínica e desavergonhada, ainda tem gente achando que o Supremo Tribunal está apenas cumprindo suas obrigações. Que a perseguição contra a família Bolsonaro não passa de discurso político.
Sem argumentos
Mas os fatos aqui estão. Fica mais do que caracterizado que o objetivo é exterminar a família Bolsonaro — e não estamos entrando no mérito se seus integrantes são bons ou maus políticos.
O vingador
Cristalino é que os quatro anos de Bolsonaro à frente da Presidência da República foram suficientes para que Alexandre de Moraes jurasse vingança.
Respaldo
E o mais grave: quase a totalidade dos integrantes do Supremo vai na mesma balada. Raríssimas exceções, como Luiz Fux aqui ou ali; André Mendonça e Nunes Marques, de maneira mais tímida. Os últimos dois foram indicados por Jair Bolsonaro, mas encontramos, à luz do dia, um Supremo Tribunal Federal totalmente aparelhado, parcial, tendencioso, capcioso.
Linha
E assim tem sido desde 2022, quando as supremas togas resolveram tirar Lula da Silva da prisão e colocá-lo na Presidência da República, anulando suas condenações por filigranas jurídicas, reabilitando seus direitos políticos e o ajudando, via Justiça Eleitoral, sob a coordenação de Alexandre de Moraes, para que a deidade vermelha suplantasse Bolsonaro na reeleição.
Mordaça
Ao então presidente, nada era possível. Em compensação, ao ex-presidente — hoje no exercício do cargo — tudo era permitido. Bolsonaro não podia dizer nada; o TSE barrava tudo, inclusive verdades e realidades em relação a Lula. Já Lula podia atacar Bolsonaro da maneira que bem entendesse. E o TSE nada dizia.
Justiça
Ou seja, está muito claro que nós temos uma justiça atrelada a um esquema de poder, a uma tendência ideológica, a uma facção partidária. Portanto, uma justiça que não realiza justiça. Uma justiça que precisa ser contida. Uma justiça assim mesmo, com “j” minúsculo.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.
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