Tanto na Alesc quanto no Congresso Nacional, a próxima semana promete ser eletrizante. No Senado e na Câmara.
Entre os deputados, a matéria que mais chama a atenção é a reforma tributária. A matéria foi alterada no Senado e voltou à Câmara. A deliberação agora será conclusiva.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
A dúvida é se será aprovada nos mesmos termos do Senado ou haverá novas mudanças? É o enfrentamento entre o governo e a oposição.
Outra pauta importante é derrubada, ou não, do veto de Lula da Silva à prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 segmentos econômicos.
Por aqui a Fiesc faz forte campanha pela derrubada do veto que atinge em cheio quem trabalha e produz.
Cinismo
No Senado, as atenções convergem para a sabatina de Flávio Dino, o Ladino. Será no dia 13. Tudo depende se teremos votação aberta ou secreta. Se estiverem protegidos pelo anonimato – mesmo sendo um processo dispendioso para o governo, com emendas, cargos e outras coisitas más – o debochado, escarnecedor, patético Flávio Dino vira ministro supremo. Um escracho, um tapa na cara dos brasileiros.
Cenário
Mesmo assim, não custa lembrar que tanto entre os senadores quanto entre os deputados há muito descontentamento em relação ao governo. Arthur Lira, por exemplo, anda incomodado. Indicou o novo presidente da Caixa Econômica Federal, mas até hoje o Planalto não liberou a nomeação das diretorias prometidas ao presidente da Câmara. São muitas e poderosas.
Empoderamento
Lira também não gostou nada de ver o governo permitir a abertura de uma CPI pelas mãos de seu arquirrival em Alagoas, Renan Calheiros.
Musculatura
Enquanto Lira controla em torno de 300 dos 513 deputados, o Palácio do Planalto não tem a metade. Bate nos 150 parlamentares aliados. E olhe lá.
Surpresa
Se o governo não se articular, poderá enfrentar adversidades na Câmara. Até mesmo no Senado.
Província
Nas duas últimas semanas do ano teremos, na Alesc, o pacotaço enviado pelo governo Jorginho Mello estabelecendo mudanças fiscais, econômicas, financeiras e tributárias. Tudo leva a crer que o governador vai conseguir aprovar praticamente todos os projetos sem maiores problemas.
Previdência
O mais polêmico, evidentemente, é o que trata do desconto de 14% de previdência dos aposentados do estado. A mordida foi aprovada no governo Raimundo Colombo com ajustes na gestão de Moisés da Silva.
Degrau por degrau
A proposta atual é a de redução escalonada do percentual, sobretudo para quem ganha menos.
Rombo
Os deputados defendem o fim, pura e simplesmente, do desconto, o que é inviável do ponto de vista da saúde financeira do Iprev. Agora, se os deputados tiverem maioria para derrotar o projeto do governo, muito provavelmente o Executivo vai se antecipar e retirar a matéria de pauta.
Sem chance
Na eventualidade de um projeto de origem parlamentar sacramentar o corte abrupto e integral dos 14% para todos os aposentados, daí esse assunto vai parar no Judiciário. Primeiro porque a Alesc não pode propor matérias que mexam no caixa do Executivo. E mais do que isso, há o aspecto da constitucionalidade e da viabilidade financeira para assim proceder como proposta dos parlamentares. Os últimos dias de 2023 prometem muito sob o aspecto político.
A situação nacional é extremamente delicada. As estatais dando prejuízos astronômicos. O estouro das contas públicas é escandaloso e notório.
O brasileiro observa, ainda, o aumento dos impostos.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Não apenas pela reforma tributária aprovada no Senado e que passará, também, na Câmara, já que houve mudanças no texto na Câmara Alta. Mas também projetos que oneram ainda mais a área privada.
Ou seja, o governo não economiza, gasta mais, mais e muito mais e vai querer buscar no bolso dos pagadores de impostos a compensação pela farra sem limites.
Se ainda tirassem um pouco da classe alta, dos banqueiros, enfim, mas não. A mordida real, grande e verdadeira é sobre os trabalhadores, micro e pequenos empresários, produtores rurais e por aí vai.
Ou seja, o clima não está nada favorável sob o aspecto econômico. Não bastasse isso, os impropérios verbais do inquilino do Planalto, que parece totalmente desorientado, são estarrecedores. O cidadão vem fazendo vexame e envergonhando o Brasil no exterior como nunca antes na história.
Perfil
Já não bastasse ele nos envergonhar internamente. O interino na presidência da República durante o mais recente e nababesco tour do chefe, Geraldo Alckmin, que pecou seriamente ao rasgar seu discurso e aceitar compor com Lula da Silva, está quieto, observando.
Manobras
O ex-presidiário foi retirado do xilindró e teve suas condenações jogadas para outro âmbito sob o aspecto formal da Justiça, mas logo com seus direitos restabelecidos foi concorrer às eleições. O STF percebeu que era a única alternativa para tirar Jair Bolsonaro do caminho. Isso tudo, temos falado aqui há mais de um ano, ficou condicionado a Geraldo Alckmin de vice.
Fazendo água
Sem dúvida nenhuma, o conceito da deidade vermelha derrete à luz-do-dia. O ex-tucano e agora socialista Alckmin não opina, não fala, só aguarda o desenrolar dos acontecimentos.
Inapelável
Não resta a menor dúvida que diante da circunstância política, econômica e até internacional, com o advento do narco ditador Maduro querendo anexar 70% do território da Guiana; e tantas outras coisas apontam para o inevitável impeachment de Lula da Silva. Inapelavelmente.
Ampulheta
Mas está sendo tudo cronometrado. O mesmo centrão que cassou Fernando Collor no começo dos anos 1990, que cassou Dilma Rousseff, a inepta, em 2016, também vai degolar o ex-presidiário. Mas isso não vai ocorrer antes de 31 de dezembro de 2024. O desenlace é previsto para o começo de 2025.
Centristas
Janeiro daquele ano será o último mês do mandato de Arthur Lira como presidente da Câmara. Obviamente ele tentará emplacar o sucessor na proa da Casa.
Calendário
E tem que ser em 2025. Se apearem o farsante do poder no ano que se aproxima haveria nova eleição presidencial, tudo o que os supremos e o centrão não querem. Acontecendo a partir do terceiro ano do mandato, será repetida a história que guindou Itamar Franco e Michel Temer à Presidência.
Lulonazismo
Está tudo muito claro. O PT não pode nem ouvir falar de Alckmin. O STF nunca foi petista. Já teve Lewandowsky, há Fachin e Dias Toffoli, que já se bandeou para o centrão há um bom tempo. Mas quem manda mesmo na corte quer é distância do lulonazismo.
Os supremos são da avenida paulista, da Faria Lima, são enrustidos.
Tragicômico
Lula está deslumbrado, senil, egocêntrico, megalomaníaco e com uma primeira-dama completamente fora do ponto. O Brasil pode se preparar, ele não deve completar o mandato. Tudo se encaminha para a ascensão de Geraldo Alckmin. No segundo semestre de 2024 teremos as eleições municipais, mas as atenções estarão voltadas ao impedimento do petista, o que deve fortalecer ainda mais o PL de Jair Bolsonaro. Tanto nas eleições municipais quanto para o pleito de 2026.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.