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PT apagado em SC

Por Cláudio Prisco Paraíso
02/11/2023 - 08h00

É impressionante como o PT, enquanto partido político, anda apagado em Santa Catarina. Seus dirigentes caminham por 2023 inertes, sem ação e movimento. Se não fossem os quatro deputados estaduais reeleitos, Luciane Carminatti, Neodi Sareta, Padre Pedro e Fabiano da Luz, a sigla, o partido PT sequer seria mencionado no dia a dia da política local.

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Graças à atuação desse quarteto na Assembleia Legislativa, que poderíamos definir como articulada, sem arroubos extremistas, o partido ganha visibilidade. São deputados ativos, que se manifestam e interagem nos temas propostos pelo Executivo. Também se posicionam no debate político com bom senso, fugindo daquele discurso puramente ideológico.

Não passou despercebida a presença do líder petista na Alesc, Fabiano da Luz, na comitiva do governador ao Panamá. Também acompanharam Jorginho Mello dois deputados emedebistas, o presidente do Parlamento Estadual, Mauro de Nadal; e Antídio Lunelli, cotado como um dos possíveis vices de Jorginho no projeto de reeleição.

Competência

Quando se trata de propostas do governo que ingressam na Assembleia, como a Universidade Gratuita, destaca-se a atuação pertinente e efetiva de Carminatti - que desfruta de bom trânsito nas mais variadas frentes do Legislativo. Ela também é defensora do Magistério. Há, ainda, Saretta, diligente nos temas de saúde. Ele foi duas vezes prefeito de Concórdia e inclusive presidiu o Parlamento. Padre Pedro também é muito ativo e articulado.

Quantitativo

Observando-se as eleições futuras, será complicado, apesar da atuação destacada do quarteto alesquiano do partido, que o PT eleja duas dezenas de prefeito nas 295 cidades. Na avaliação da coluna, os petistas devem atingir, no máximo, os dois dígitos na eleição às prefeituras no próximo ano, ou seja, 10 mandatários municipais.

Sem brilho

O PT também conta com dois federais. Reelegeu Pedro Uczai e elegeu Ana Paula Lima. A atuação da dupla, contudo, tem sido mais voltada a Brasília sob a orientação partidária. Aqui em Santa Catarina, pouco se ouve falar deles. Andam sumidinhos, quietinhos.

Estagnação

O PT, que chegou ao segundo turno em Santa Catarina com Décio Lima, e que está à frente do governo federal com Lula da Silva, não tem mostrado força política entre os catarinenses. O governador, enquanto líder maior do estado e presidente do PL catarinense, tem conseguido adesões de outros partidos, enquanto o PT parece estagnado.

Na proa

As perspectivas eleitorais em Santa Catarina para o PL e o PSD são promissoras para 2024. Os pessedistas estão muito ativos, articulando sem parar e vêm se reforçando. Já o tradicional PP faz movimentos aqui e ali, mas segue no diapasão de Esperidião Amin sob o aspecto da articulação.

Perfil

O senador nunca foi conhecido por ser um agregador. Pelos lados do MDB a banda segue tocando numa batida semelhante à do PP, muito abaixo das expectativas, considerando-se o histórico portentoso e vitorioso do partido entre os catarinenses.

Ninho vazio

O PSDB, não custa lembrar, definha à luz do dia. O Novo conta apenas com Adriano Silva, prefeito de Joinville, maior colégio eleitoral de Santa Catarina.

Quadro

Em resumo, a paisagem político-partidária em Santa Catarina indica um fortalecimento do PL e do PSD enquanto o PP e o MDB estão em viés de baixa e devem encolher um pouco mais no pleito do ano que vem. Se o PP conquistar 50 prefeituras poderá soltar foguetes. O mesmo raciocínio vale para o MDB se o partido ficar na casa das 70 administrações que sairão das urnas em outubro de 24.

O de sempre

Na esquerda, perspectivas nada animadoras, também, para PDT, PSB, PSOL e afins. Resumidamente, este é o quadro político-partidário no estado neste início de novembro de 2023.

O tripé do governador e o blefe do PSD

Por Cláudio Prisco Paraíso
01/11/2023 - 08h00

Não é de hoje que temos falado que Jorginho Mello (PL) busca uma aproximação com o MDB e o PP com vistas ao pleito de 2026, mas com escala, evidentemente, nas eleições municipais de 2024.

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A estratégia é isolar o PSD, que hoje se apresenta como principal base de resistência à recondução do atual inquilino da Casa d'Agronômica.

Ao PSD sobraria o PSDB, que está desaparecendo; e o União Brasil, resultado da fusão do DEM com o PSL, um partido que não vingou. Agora vem a público uma articulação pessedista com o Novo. Alguma identificação programática até existe entre eles. 

Ocorre que em Santa Catarina a conduta, a atuação das lideranças destas duas legendas, são bem distintas. Também poderíamos dizer que os movimentos pretéritos de próceres do PSD e do Novo são como vinho e vinagre.

Vitrine

Senão vejamos. O Novo tem como prefeito da maior cidade catarinense, Adriano Silva, empresário muito bem-sucedido e dono de uma gestão irretocável em Joinville. Tanto do ponto de vista administrativo quanto sob o aspecto ético.

No Vale

O mesmo se pode dizer do recém aposentado promotor de Justiça, Odair Tramontin. Por muito pouco, ele não foi para o segundo turno na eleição de 2020 em Blumenau. Cidadão inatacável.

Dupla

Em Florianópolis, o Novo também tem figuras da melhor qualidade, como Orlando Silva e Luiz Barbosa, pessoas de estatura profissional e moral.

Outro viés

Quando observamos, contudo, algumas das cabeças coroadas do PSD no estado não podemos dizer o mesmo.
O tripé que hoje pilota o PSD-SC é muito conhecido, é uma espécie de terra arrasada do ponto de vista da trajetória pessoal.  

Água e óleo

É pura nitroglicerina. Então como vai ser? Um Novo catarinense que é recatado, puritano, vai se permitir macular a imagem numa aproximação com o PSD? O blogueiro tem suas dúvidas.

Não é bem assim

Fala-se em apoio do PSD a Bruno Souza em São José com o Novo respaldando automaticamente a reeleição de Topázo Neto na Capital. Logo depois da veiculação da notícia, nesta segunda-feira, 30, contudo, o Novo de Florianópolis emitiu nota negando qualquer acordo nessa direção, que envolva as duas cidades fronteiriças.

No ar

Em Blumenau, a suplente do senador Esperidião Amin, Denise dos Santos, mulher do deputado federal Ismael dos Santos (PSD), poderia ser vice de Odair Tramontin. A especulação existe, mas não se pode imaginar que isso já está fechado por conta de um eventual respaldo do PSD à reeleição de Adriano Silva em chapa pura do Novo em 2024 e já com uma sinalização para 2026. Por quê? Adriano Silva uma vez reeleito entra no circuito majoritário estadual.

Alternativa

O PSD vai apoiá-lo ao governo ou o joinvilense disputará o Senado? Se os pessedistas quiserem empurrar Adriano Silva para um projeto na Câmara Alta, o que o impede de compor com Jorginho Mello, considerando-se que haverá duas vagas ao Senado em 2026?

Observando

Então muita calma porque o santo pode ser de barro. A turma do Novo é meio nova, sem trocadilho, na política, mas seus líderes para bobos não servem. Se o PSD acha que vai engolir o Novo com seus métodos velhos, carcomidos, surrados, pode ser surpreendido ali adiante.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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